Fed quer “apoio fiscal” e “vacinação” para recuperar os Estados Unidos

Paulo Amaral
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Crédito: Jerome Powell Photographer: Andrew Harrer/Bloomberg

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), está apostando em dois pilares para recuperar rapidamente a economia do país.

De acordo com o chairman, elas são, respectivamente, apoio fiscal e vacinação em massa. “Medidas fiscais, rápida vacinação e a política monetária são fatores que determinam a acelerada recuperação do nível de atividade no país”, pontou.

Segundo o Fed, o PIB norte-americano deve crescer 6,5% no ano, mas há um porém: “Contudo, a recuperação nos EUA ocorre de forma desigual, pois há ainda 8,5 milhões desempregadas e a taxa de desemprego está perto de 20% para pessoas no quartil de menor renda”.

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“Vírus sem fronteiras”, diz Fed

Enquanto muitos se digladiam politicamente por conta da pandemia, Powell ressaltou que o vírus não tem lado ou vê fronteiras.

“O coronavírus não respeita fronteiras e não estaremos protegidos enquanto todo o mundo não estiver vacinado”, bradou.

Segundo ele, a compra de ativos pelo Fed continuará enquanto não ocorrer claro progresso de objetivos do Federal Reserve, que são a máxima geração de emprego possível e taxa de inflação média de 2% em 12 meses.

Powell fez menção ao programa de aquisição criado pela instituição, que compra mensalmente US$ 120 bilhões em títulos do Tesouro americano e ativos financeiros atrelados a hipotecas de imóveis.

Ata do Fomc

Na quarta-feira o Fed divulgou a ata do  Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), formado por dirigentes da instituição.

O Fed observou que a economia mostrou indicativos de melhora e vê perspectiva de retomada, mas que é preciso manter suporte monetário até que as taxas se estabeleçam em patamares mais confortáveis.

O documento é um registro da última reunião do Fed, entre 16 e 17 de março, que manteve as tacas de juros estáveis, perto do zero. Os integrantes do comitê fizeram uma análise otimista da economia americana, o que embasou a decisão.

Segundo o Fed, os indicadores de atividade e emprego aumentaram recentemente, mas os dirigentes ponderaram que a crise provocada pela pandemia de covid-19 continua causando dificuldades econômicas.

Diz o Fed: “A trajetória da economia depende significativamente do curso do vírus e da vacinação, já que a crise continua a apresentar riscos consideráveis para as perspectivas econômicas.”

O comitê afirma ainda que “levará algum tempo até que progressos substanciais em direção às metas de pleno emprego e estabilidade de preços sejam realizados”;

Mais: “As compras de ativos continuarão no menos no ritmo atual até então”, reforça o documento.

Por isso, o Fed aguarda por uma retomada mais sustentável, antes de decidir por mudança na política monetária.