FED, Banco Central dos EUA, leva taxa de juros a zero para ativar economia

Paulo Filipe de Souza
Colaborador do Torcedores

Após o Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, cortar a taxa de juros em 1%, a decisão deve influenciar em medidas para diversos países.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária tem uma reunião agendada para daqui dois dias. Lá, o Copom deve decidir o futuro da taxa de juros brasileira. Hoje, a Selic está em 4,25%.

A decisão inesperada do FED foi uma resposta para aumentar a liquidez no mercado por causa da pandemia do coronavírus. As taxas de juros no Estados Unidos passaram de entre 1% e 1,25% ao ano para zero a 0,25%. Lembrando que este foi o segundo corte nos juros do país em menos de 15 dias.

A decisão do Banco Central em cortar novamente os juros é uma das medidas para diminuir as incertezas do mercado.

Ações coordenadas

O Federal Reserve trabalhou em conjunto com o Banco Central Europeu, do Canadá, do Japão, da Suíça e da Inglaterra para a troca de linhas de crédito, para manter as operações de financiamento em dólar.

A ação é uma tentativa de diminuir os impactos causados pelo coronavírus e frear uma recessão global.

A medida coordenada dos bancos centrais foi um primeiro passo para a situação, mas a situação é crítica na Europa. A União Europeia está com grande parte dos países paralisados. Hoje, o bloco econômico fechou as fronteiras de 31 países por um mês.

O continente já tem ideia de que uma recessão pode estar a caminho. As ações coordenadas de ontem tiveram resultado, quase que imediato, no câmbio. O dólar perdeu valor, em comparação com o euro e as moedas de países emergentes.

A ação coordenada do Federal Reserve e dos Bancos Centrais foi um grande pacote de estímulos econômicos que chegou de surpresa. Agora, é preciso ver se os resultados chegarão como o esperado.