Fed: Diretor vê economia “pronta para arrancar” e descarta mudanças a curto prazo

Paulo Amaral
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Crédito: Wikimedia Commons

Christopher Waller, diretor do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), afirmou nesta quinta-feira (13) que a economia do país está “pronta para decolar”.

Segundo o executivo, atualmente está havendo um descompasso entre a demanda crescente de empresas por trabalhadores e a disposição das pessoas de aceitar empregos, já que o seguro-desemprego segue sendo pago, mas o cenário irá mudar.

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“A economia dos EUA está pisando no acelerador e continuando a ter uma recuperação muito forte”, disse Waller.

Na visão do representante do Fed, o avanço de 4,2% nos preços nos últimos 12 meses, apesar de acima do esperado, não é desesperador.

Fed descarta mudanças

Por conta disso, Waller descartou qualquer mudança drástica de rumo nos planos econômicos do Banco Central dos Estados Unidos para o país.

Segundo ele, são necessários meses de estudos de dados antes de considerar qualquer alteração na política monetária.

De acordo com o diretor, o Fed não alterará suas compras de títulos mensais, atualmente em US$ 120 bilhões, a não ser que haja “progresso adicional substancial” no retorno dos americanos ao trabalho.

A taxa de juros, que segue praticamente zerada, também não será alterada, pelo menos em um futuro próximo, como já havia adiantado a secretária do Tesouro, Janet Yellen.

O Fed projetou aumentar a inflação para mais de 2% por algum tempo para compensar a inflação fraca anteriormente, mas sem pesar a mão.

“Abril foi um caso atípico, mas precisamos ver isso antes de começarmos a pensar em ajustar nossa postura. Agora é a hora de sermos banqueiros centrais pacientes e obstinados, e não sermos enganados por surpresas temporárias de dados.”

Presidente do Fed fala sobre desafios

Thomas Barkin, presidente do Federal Reserve de Richmond, traçou como prioridade “tirar as pessoas da margem da economia” e “conseguir empregos”.

Para o executivo, essas são questões críticas para a retomada econômica dos EUA e, portanto, precisam ser tratadas com a máxima seriedade.

“Temos desafios conflitantes para combinar vagas abertas com trabalhadores disponíveis. A questão de como desobstruir o mercado de trabalho será crítica”, resumiu.

Seguro-desemprego

A determinação do Fed em tratar o retorno ao emprego como prioridade tem justificativa.

Os pedidos iniciais por seguro-desemprego nos Estados Unidos vieram abaixo de 500 mil na semana.

O resultado divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Departamento do Trabalho aponta 473 mil reivindicações, ante 490 mil projetadas pelo mercado.

Na semana passada, havia sido comemorada a marca abaixo de 500 mil pedidos pela primeira vez desde o início da pandemia, com o registro de 498 mil pedidos. No entanto, esta semana o número foi corrigido para 507 mil.

Os dados sobre o emprego nos EUA são acompanhados com especial atenção, porque os números acima da expectativa reforçam a tese de que a economia se recupera rapidamente e que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, pode ser forçado a subir os juros mais cedo do que o anunciado (2023) para conter a inflação. Também dão argumentos aos que criticam os projetos de US$ 4 trilhões de Joe Biden, já que tal valor seria excessivo em um cenário de retomada.

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Reprodução/Departamento de Trabalho EUA