Fed de Nova York prevê maior inflação de curto prazo desde 2013 nos EUA

Paulo Amaral
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Crédito: The facade of the Federal Reserve Bank.

O Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) de Nova York divulgou nesta segunda-feira (10) a média da expectativa de inflação para o período de um ano no país.

De acordo com órgão, ela aumentou de 3,2% em março para 3,4% no mês de abril. Esse é, segundo o Fed, o nível mais alto no país desde setembro de 2013, segundo matéria publicada pelo Estadão.

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O relatório foi produzido em cima dos dados obtidos pelo Centro de Dados Microeconômicos do órgão.

Já a previsão em relação ao horizonte dos próximos três anos permaneceu inalterada, em 3,1%.

Fed e o preço médio das residências

A nota divulgada pelo Fed também apontou que há tendência de alta no preço médio das residências nos EUA.

Ela subiu de 4,8% em março para 5,5% em abril, e puxou para cima também a alta do custo do aluguel.

A instituição informou em seu relatório que esse índice passou de 9,3% para 9,5% no período.

“O aumento nas expectativas de crescimento do aluguel é o quinto consecutivo, e a leitura atual é a máxima da nova série”, apontou o Federal Reserve.

Segundo o Fed, o crescimento médio de renda das famílias, por sua vez, caiu de 2,8% para 2,4%, no comparativo março/abril.

Já a expectativa do aumento de gastos mensais passou de 4,7% para 4,6%.

Relatório cita riscos decorrentes da Covid-19

De acordo com  o Estadão Conteúdo, o relatório semianual de estabilidade financeira, em que descreveu persistentes riscos decorrentes da pandemia de coronavírus e destacou a vulnerabilidade dos mercados.

Segundo o documento, a acelerada recuperação da economia, em meio à vacinação contra a covid-19, impulsionou os preços de ativos ainda mais em relação aos já elevados níveis de 2020.

“Se houver declínio do apetite por risco de níveis elevados, uma ampla gama de preços dos ativos pode ficar vulneráveis a quedas grandes e repentinas, o que pode levar a um estresse mais amplo para o sistema financeiro”, alertou a instituição.

Política monetária

As perspectivas econômicas estão melhorando, mas mais progressos são necessários antes que o Federal Reserve comece a reduzir o apoio monetário, segundo a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, informou a Reuters.

A economia norte-americana ainda registra a perda de mais de 8 milhões de empregos desde antes da pandemia e a inflação deve recuar após um aumento temporário nos próximos meses, disse Mester.

Mesmo depois que o Fed começou a reduzir suas compras de ativos de U$ 120 bilhões por mês, ele ainda estará adquirindo títulos e a política será expansionista por um tempo, disse ela.

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