Fed cogita comprar número maior de ativos para recuperar a economia

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Divulgação

O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) divulgou nesta quarta (25) a ata sobre a última reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), formado por dirigentes da instituição.

Esse encontro, ocorrido em 5 de novembro, definiu que as taxas de juros seriam mantidas perto do zero.

O comitê reiterou que o coronavírus provocou “tremendo” impacto humano e econômico nos Estados Unidos e em nível global.

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Os dirigentes falaram na reunião sobre a necessidade de comprar mais ativos para ajudar na recuperação da economia. A instituição discute um ajuste na política de títulos do Tesouro.

Ajustes

O Fed pode assim adquirir títulos em volume maior que os US$ 120 bilhões atuais comprados mensalmente.

O papel da compra de títulos foi um dos principais temas da reunião do banco central dos EUA.

Há possibilidade de o Fed estender o prazo de vencimento de títulos já comprados.

O banco central reiterou que o ritmo atual de compras tem ajudado a economia — mas que pode não ser suficiente para a retomada.

“Os dirigentes ponderam que o Fed pode oferecer mais acomodação, elevando o ritmo de compras do Tesouro para aquelas com um vencimento mais longo, sem aumentar o tamanho de suas compras”, anota o documento.

O Fed pode concluir esse ajuste na compra de títulos na próxima reunião da instituição, marcado para início de dezembro.

Na ata, os dirigentes disseram que o banco central do país vai indicar mais dados sobre o que fará para revisar o programa.

Não foi especificada uma data para implementar as mudanças: os dirigentes disseram apenas que elas poderiam acontecer “em breve”.

O Fed gastou cerca de US$ 7 trilhões para estimular a economia durante a crise da covid-19.

Reação do mercado

As bolsas em Wall Street fecharam mistas após a ata do Fed.

No fechamento em Nova York, Dow Jones recuou 0,58%, aos 29.872,41 pontos.

S&P 500 perdeu 0,16%, para 3.629,63 pontos. E Nasdaq avançou 0,48%, para 12.094,40 pontos

Atividade econômica

A ata pontua que atividade econômica continua em patamares pré-pandemia, apesar de estar se recuperando.

Segundo o Fed, a pandemia sinaliza riscos consideráveis para economia no médio prazo. Os dirigentes acreditam que a recuperação dependerá do ritmo de contaminação do vírus — hoje em alta na maioria dos estados do país.

O Fed afirma que o ritmo de recuperação da economia desacelerou nos últimos meses.

E a economia dependerá de estímulos fiscais, para tentar recuperar a trajetória do consumo.

O Fed reforçou que manterá os juros estáveis até que os níveis de emprego estejam mais altos e consolidados.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse que o Fed ainda tem bastante “munição” e prometeu que o comitê está “fortemente comprometido em usar essas ferramentas poderosas para apoiar a economia”.

Os dirigentes expressaram preocupação sobre o ainda indefinido pacote de estímulo da economia – travado no Congresso por falta de acordo entre democratas e republicanos.

Recuperação

O Federal Reserve havia se comprometido no início de novembro a fazer o que pudesse nos próximos meses para sustentar uma recuperação econômica norte-americana ameaçada pela pandemia e que enfrenta incertezas em torno de uma eleição presidencial ainda indefinida.

“A atividade econômica e o emprego continuaram a se recuperar, mas permanecem bem abaixo de seus níveis no início do ano”, disse o comitê.

“A pandemia da Covid-19 está causando enormes dificuldades humanas e econômicas nos Estados Unidos e em todo o mundo.”

Naquela ocasião, o Fed disse que iria por enquanto continuar comprando “ao menos” 120 bilhões de dólares por mês em títulos do governo.

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*Com Agência Brasil

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