Fed: atividade econômica continua abaixo do patamar pré-pandemia

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Divulgação

O Federal Reserve divulgou, nesta quarta (2), documento que analisa o quadro da economia americana.O relatório faz parte do Livro Bege, elaborado pelos dirigentes da instituição.

No texto o Fed destaca que o emprego aumentou de modo geral nos distritos, assim como a atividade econômica. Mas lembra que a demanda na indústria de serviços permaneceu fraca.

O documento analisa indicadores que vão da atividade industrial às taxas de desemprego.

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A atividade segue em nível bem abaixo do que antes da pandemia, reforça o Fed. E a recuperação continua lenta, com pouca perspectiva de melhora no curto prazo.

As informações foram coletadas, explica o Fed, até o último dia 24 de agosto de 2020 em doze distritos do país.

Desaceleração

“A atividade econômica aumentou entre a maioria dos distritos, mas os ganhos foram geralmente modestos e a atividade permaneceu bem abaixo dos níveis anteriores à pandemia de Covid-19”, observa o documento do Fed.

“No setor bancário, a demanda geral por empréstimos aumentou ligeiramente, impulsionada pela sólida atividade de hipotecas residenciais”, lembra o relatório.

“Houve ganhos na indústria. No entanto, alguns distritos também relataram desaceleração do crescimento do emprego e aumento da volatilidade das contratações”, aponta o documento do Fed.

“Isso ocorre especialmente nas indústrias de serviços, com aumento dos casos de dispensa permanente de trabalhadores licenciados, pois a demanda permaneceu fraca”, acrescenta.

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Pressão sobre os preços

Os dirigentes reforçam que as pressões sobre preços aumentaram, ainda que modestamente.

A pandemia do novo coronavírus — ainda em níveis altos de contaminação nos EUA — continua afetando o cenário econômico no país. O Fed notou avanço da indústria na maioria dos distritos pesquisados.

O crescimento, porém, se mantém lento do varejo, na construção civil e no mercado imobiliário – que, na visão dos dirigentes, se contraiu.

“A incerteza e a volatilidade continuam relacionadas à pandemia e seu efeito negativo sobre o consumidor e a atividade empresarial”, explica a instituição.

“Embora os preços dos insumos geralmente subam mais rápido do que os preços de venda, eles foram moderados no geral”, analisa o Fed.

Último relatório

O Fed tinha divulgado, no último dia 15 de julho, a análise a respeito da economia do país, com dados coletados entre “o final de maio e 6 de julho.”

Aquele relatório concluía que ocorrera melhora e até aceleração do cenário econômico no país — também num patamar abaixo do quadro anterior à pandemia do coronavírus.

Cenário ainda desfavorável

De acordo com o Fed, a reabertura da economia, com a flexibilização das medidas de restrição para conter o avanço da Covid-19, aumentou as taxas de emprego em quase todos os distritos pesquisados.

Contudo, lembra o documento, essas taxas permaneceu bem abaixo do que estavam antes da pandemia.

O cenário ainda pesa, alertam os dirigentes — sobretudo porque estados registram alta de infecções do vírus, após reabrirem suas economias.

“As perspectivas se mantêm no terreno da incerteza: as empresas não sabem por quanto tempo a pandemia vai continuar, e é difícil estimar a amplitude das consequências econômicas”, alerta o Fed.

O Livro Bege ressalta que as vendas no varejo cresceram em quase todos os distritos, lideradas por vendas de automóveis.

Alta dos preços

Apontava ainda aumento da atividade manufatureira, Menciona alta dos preços de alimentos e bebidas, especialmente a carne.

Segundo o Fed, os preços em geral não subiram — apenas os de equipamentos de saúde apresentaram alta.

O documento enumera avanço com gastos com lazer, em um nível muito abaixo da pré-pandemia.

“A demanda por serviços profissionais e comerciais aumentou na maioria dos distritos, mas ainda era fraca”, sublinha o Livro Bege.