Fed anuncia linha para injeção de US$ 2,3 tri na economia

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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O Federal Reserve (Fed), o banco central americano, informou nesta quinta-feira (9) que tomou medidas adicionais para fornecer US$ 2,3 trilhões em empréstimos para apoiar a economia. 

Segundo o comunicado, esses financiamentos ajudarão famílias e empregadores de todos os tamanhos, reforçando a capacidade dos governos estaduais e locais de prestar serviços críticos durante a pandemia de coronavírus.

“A maior prioridade do nosso país deve ser lidar com essa crise de saúde pública, cuidando dos doentes e limitando a disseminação do vírus”, afirmou o presidente do Federal Reserve, Jerome H. Powell. 

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Powell reforçou que o papel do banco central é proporcionar “o máximo de alívio e estabilidade possível durante este período de atividade econômica restrita, e nossas ações hoje ajudarão a garantir que a eventual recuperação seja o mais vigorosa possível”.

Veja os principais pontos:

  • Reforçar a eficácia do Programa de Proteção de Pagamento (PPP) da Administração de Pequenas Empresas, fornecendo liquidez às instituições financeiras, com empréstimos a pequenas empresas. O PPP concede empréstimos a pequenas empresas para que eles possam manter seus trabalhadores na folha de pagamento; 
  • Garantir fluxos de crédito para pequenas e médias empresas com a compra de até US$ 600 bilhões em empréstimos por meio do Main Street Lending Program. O Departamento do Tesouro por meio da Lei Cares fornecerá US$ 75 bilhões;
  • Aumentar o fluxo de crédito às famílias e às empresas por meio do mercado de capitais, expandindo o tamanho e o escopo das linhas de crédito corporativo do mercado primário e secundário (PMCCF e SMCCF), assim como por meio do mecanismo de empréstimo a prazo (TALF). Esses três programas agora suportam até US$ 850 bilhões em crédito – apoiados por US$ 85 bilhões em proteção de crédito fornecidos pelo Tesouro; e
  • Ajuda aos governos estaduais e locais a gerenciar os estresses de fluxo de caixa causados ​​pela pandemia de coronavírus, estabelecendo um mecanismo de liquidez municipal que oferecerá até US$ 500 bilhões em empréstimos a estados e municípios. O Tesouro fornecerá US$ 35 bilhões em proteção de crédito ao Federal Reserve para a Facilidade Municipal de Liquidez, usando fundos apropriados pela Lei Cares.

Main Street Lending Program

Segundo o comunicado do Fed, o Main Street Lending Program busca melhorar o apoio a pequenas e médias empresas que estavam em boa situação financeira antes da crise, oferecendo empréstimos de quatro anos para empresas que empregam até 10.000 trabalhadores ou com receita inferior a US$ 2,5 bilhões. 

O pagamento do principal e juros será diferido por um ano. 

Os bancos elegíveis podem originar novos empréstimos da Main Street ou usar empréstimos da Main Street para aumentar o tamanho dos empréstimos existentes para as empresas. 

Os bancos reterão uma participação de 5%, vendendo os 95% restantes para a instalação da Main Street, que comprará até US$ 600 bilhões em empréstimos. 

As empresas que buscam empréstimos na Main Street devem se comprometer a fazer esforços razoáveis ​​para manter a folha de pagamento e reter os trabalhadores. 

Os mutuários também devem seguir as restrições de compensação, recompra de ações e dividendos que se aplicam aos programas de empréstimos diretos sob a Lei Cares.

O que faz o Fed?

Em sua função, o Fed é orientado por promover o emprego ao máximo, em condições estáveis de preços, além de promover a estabilidade do sistema financeiro. 

Para apoiar esses objetivos, o Federal Reserve usa toda a sua gama de autoridades para fornecer um apoio poderoso ao fluxo de crédito na economia.