Fed: é cedo para falar em mudanças na política monetária dos EUA

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.

Nesta segunda-feira (12), James Bullard, presidente da distrital de St. Louis do Federal Reserve, o banco central americano, afirmou, segundo informações do Estadão Conteúdo, que ainda é “muito cedo” para falar sobre mudanças na política monetária da instituição.

Em entrevista à Bloomberg TV, o dirigente também disse que agora não é o momento de reduzir as compras de títulos públicos por meio do programa de relaxamento quantitativo (QE, em inglês).

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Vacinação é positiva

“A pandemia ainda não chegou ao fim do Estados Unidos”, ressaltou Bullard, ao defender que os estímulos monetários sejam mantidos.

Na visão dele, a estratégia de vacinação contra a covid-19 “está funcionando” e os imunizantes serão capazes de combater as novas variantes do coronavírus.

No entanto, ele alertou para a alta no número de novos casos de covid-19 no curto prazo.

Déficit orçamentário

No mês em que o pacote de estímulo do presidente Joe Biden é distribuído aos norte-americanos, o Departamento do Tesouro divulga que o governo dos Estados Unidos registrou um déficit orçamentário recorde em março de US$ 660 bilhões.

O déficit nos primeiros seis meses do ano fiscal de 2021 disparou para um recorde de 1,706 trilhão de dólares, em comparação a um rombo de 743 bilhões de dólares no mesmo período do ano fiscal anterior.

Queda maior em abril e junho de 2020

A pandemia da Covid-19 não teve grande impacto nos primeiros seis meses do ano fiscal de 2020, já que o aumento de gastos em benefícios a desempregados e outras despesas para socorro não começaram até o fim de março de 2020 e se elevaram apenas no mês seguinte, afirmou uma autoridade do Tesouro a repórteres.

O déficit de março de 2021 foi o terceiro maior já registrado, superado apenas pelos rombos de US$ 864 bilhões em junho de 2020 e de US$ 738 bilhões em abril de 2020.

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