Fed abre linha de crédito para financiamento de dívida corporativa

Paulo Amaral
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Crédito: FED St. Louis, Missouri, EUA.

O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) divulgou nesta segunda-feira o lançamento de uma nova linha de crédito corporativo do mercado primário.

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Segundo a instituição, a nova linha é um programa de empréstimos de US$ 500 bilhões para apoiar o financiamento de dívida por grandes empresas.

Conforme detalhado em uma FAQ divulgada hoje, o preço será específico do emissor e informado pelas condições do mercado.

“Os preços também estarão sujeitos a spreads mínimos e máximos sobre títulos do Tesouro com vencimento comparável”, informou o Fed, em anúncio publicado no site oficial da instituição financeira.

Fed destaca apoio à liquidez

No comunicado postado em seu site oficial, o Fed destacou ainda que, por se tratar de um plano pronto para conceder crédito a emissores qualificados de títulos corporativos em “períodos de estresse”, o PMCCF serve como um pano de fundo de apoio, apoiando a liquidez do mercado e a disponibilidade de crédito para grandes empregadores.

“As linhas de crédito corporativo do mercado primário e do mercado secundário foram estabelecidas com a aprovação do Secretário do Tesouro e com US $ 75 bilhões em patrimônio, fornecidos pelo Departamento do Tesouro pela Lei CARES”, informou o Banco Central norte-americano.

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Philip Morris e Buffett no portfólio do Fed

O Fed anunciou no domingo o primeiro grande investimento em títulos de empresas privadas durante a pandemia.

As primeiras compras totalizaram US$ 428 milhões e agregaram ao portfólio do Fed gigantes como Walmart, Coca-Cola, AT&T, Phillip Morris, e uma subsidiária da Berkshire Hathaway, pertencente ao bilionário Warren Buffett.

Os maiores investimentos foram na AT&T e na United Health Group – cerca de US$ 15 milhões de dólares em títulos de cada um dos emissores.

Os emissores do setor de energia representam aproximadamente 8,45% dos títulos comprados pelo Fed.

O Fed informou também que 48% dos títulos comprados tem rating AAA, AA ou A, 48% estão classificados como BBB e a parcela final, de 4%, tem rating B.

O órgão também revelou que essa é apenas uma pequena fatia dos 790 emissores cujos títulos estavam disponíveis para compra no início de junho.

De acordo com informações da agência Reuters, o Federal Reserve também injetou US$ 5,3 bilhões em 16 fundos negociados na bolsa de valores norte-americana.

Além desse montante, mais US$ 25 bilhões foram colocados em um fundo de assistência do Departamento do Tesouro norte-americano, conforme previsto pela Lei Cares.

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