O caos econômico causado pela pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio o setor do turismo, de acordo com dados divulgados pela FecomercioSP.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo anunciou, nesta segunda (18), que o prejuízo calculado entre março e novembro bateu em R$ 51,5 bilhões.
O número representa uma cratera de 33,4% em relação às receitas do setor nos mesmos meses de 2019, e levam em conta o compilado dos dados dos setores aéreo, hoteleiro, de serviços turísticos, de transporte e de atividades culturais, recreativas e esportivas.
Setor aéreo foi o mais afetado, segundo FecomercioSP
Os dados da FecomercioSP mostraram que o setor aéreo, com queda de 50,5% do faturamento anual, foi o segmento ligado ao turismo mais afetado desde o início da pandemia.
Logo na sequência aparecem as atividades culturais, recreativas e esportivas, com baixa de 28,4%, a rede hoteleira, com prejuízo de 26,6%, agências de locação de transporte ou de turismo, com baixa de 12,2%, e as empresas de transporte terrestre, que diminuíram em 8,3% suas receitas.
De acordo com a FecomercioSP, as expectativas para 2021 também não são promissoras. A procura por bilhetes no início deste mês está 40% menor em comparação ao mesmo período de 2020, antes do início da pandemia.
Os números, segundo a FecomercioSP, indicam que a população ainda está cautelosa por conta do novo aumento de casos do novo coronavírus.
Ajuda do Governo Federal ao Turismo
Para não ver a situação do turismo no Brasil degringolar ainda mais, uma das saídas é o governo federal dar uma ajuda.
A FecomercioSP cita que é importante uma ação como a de prorrogar a Lei 14.046/2020 e parte da Medida Provisória (MP) 948/2020.
Elas, entre outras coisas, dispensam a necessidade de reembolso imediato de eventos ou viagens canceladas e estabelecem regras para remarcações e cancelamentos.
Segundo a FecomercioSP, caso essas medidas não sejam prorrogadas e as empresas, já prejudicadas pela pandemia, tenham que arcar com os custos imediatamente, poderão fechar as portas.
A autorização para que façam o pagamento em 12 meses poderia trazer alívio aos caixas e garantir empregos dos funcionários dessas companhias por mais tempo.






