FecomercioSP: faturamento do e-commerce cresce 23,8% no terceiro trimestre

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) informou nesta sexta-feira (04) que o e-commerce paulista faturou 23,8% a mais no terceiro trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado, conforme os dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE). O montante de R$ 6,87 bilhões foi R$ 1,3 bilhão acima do resultado de 2019.

Entretanto, o valor é menor do que o registrado no segundo trimestre, quando o faturamento cresceu 54,4%.

Já no acumulado de 2020, o crescimento é de 30,9% comparado a 2019 – um aumento de R$ 19,9 bilhões.

Para a FecomercioSP, os dados reforçam o entendimento de que o comércio eletrônico foi fundamental para gerar renda. Por consequência, garantindo a sobrevivência dos negócios que tiveram de fechar as portas em meio à pandemia. Além disso, aponta para a importância de promover uma digitalização dos negócios. Ao abrir uma comunicação mais fluida com os clientes via redes sociais, aplicativos e marketplaces, há mais espaço para crescer.

Conforme a FecomercioSP, as compras de Natal e da Black Friday devem manter os números do quarto trimestre em elevação.

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A subida do faturamento no terceiro trimestre foi encabeçada principalmente pelo desempenho de bens duráveis. Estes representaram um faturamento de R$ 4,9 bilhões no período. O valor é 36,5% a mais do que no terceiro trimestre de 2019. Segundo a FecomercioSP, isso se explica pela necessidade de as pessoas, em quarentena, ajustarem os itens domésticos, tanto para o trabalho como para a educação a distância.

Os produtos semiduráveis tiveram aumento de 12,5% (R$ 1,2 bilhão). Enquanto isso, os não duráveis caíram 14,4% (prejuízo de R$ 772 milhões) na comparação com 2019.

Como faturar no e-commerce

Além da digitalização dos negócios, como canais de vendas, redes sociais e estratégias de marketing e comunicação, a FecomercioSP orienta que os empresários do e-commerce façam uma gestão mais rigorosa do fluxo de caixa.

Ou seja, redução de despesas, evitar endividamentos e manter os custos operacionais estáveis. Todos esses aspectos ajudam a atravessar o período de incertezas econômicas como o atual.

Por fim, recomenda-se uma gestão de estoque dinâmica e estratégica, identificando as mercadorias que têm menos saída. A partir disso, é necessário encontrar táticas de vendas para que elas não fiquem paradas, como promover liquidações.