FecomercioSP: Dia das Mães deve gerar prejuízo de R$ 3,7 bi

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) prevê prejuízo de R$ 3,7 bilhões no comércio paulista na semana do Dia das Mães.

É a segunda melhor data para o setor no ano, atrás apenas, em volume de vendas, do Natal.

O cálculo leva em conta a quarentena causada pela pandemia da Covid-19, que fechou a maior parte dos estabelecimentos comerciais do estado.

O Dia das Mães costuma alavancar as vendas no mês de maio. Mas, com esse cenário, a FecomercioSP estima queda de 31% nas vendas.

Só na semana do Dia das Mães, projeta a Federação, deve haver prejuízo de R$ 3,7 bilhões. Para o mês, a baixa tende a atingir R$ 19,3 bilhões, menor patamar já observado nesse período.

Cálculo

Para calcular a queda de vendas no Dia das Mães, a FecomercioSP contabilizou “o desempenho de cinco segmentos que, habitualmente, registram altas nesse período”.

São eles: lojas de móveis e decoração (-92%); eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-82%); lojas de vestuário e calçados (-72%); supermercados (-14%); farmácias e perfumarias (-3%).

De acordo com a FecomercioSP, a maior parte das vendas será realizada por delivery, internet e outros meios alternativos.

“Ainda assim, todos os setores sofrerão baixa em maio”, diz nota da Federação.

Eis as baixas conforme atividades comerciais: lojas de móveis e decoração (-91%); concessionárias de veículos (-78%); autopeças e acessórios (-63%); eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-63%); lojas de vestuário e calçados (-62%); materiais de construção (-15%); outras atividades (-15%); supermercados (-13%); e farmácias e perfumarias (-12%).

Para a entidade, “esse período de crise terá reflexos econômicos profundos, que vão dificultar a retomada das atividades em padrões adequados no médio prazo”.

E complementa: “Por outro lado, o nível de consumo da população reflete não apenas o lucro das empresas, mas também mede a qualidade de vida e bem-estar dos consumidores.”

Entidade orienta donos de lojas

Para que o prejuízo não seja ainda pior, a FecomercioSP sugere que “os empreendedores busquem alternativas para manter a liquidez e o fluxo de caixa. Para isso, pode-se fazer um levantamento de estoque, diminuir a margem de lucro e realizar promoções.”

Outras orientações incluem “buscar canais de vendas alternativos, grandes marketplaces”.

Mais: “Pequenos comerciantes também podem se juntar para compartilhar mailings e mercadorias por consignação. Outra opção viável é que os vendedores atuem remotamente por meio de chats online. Por fim, ainda é possível disponibilizar vouchers com descontos atrativos para consumo posterior.”