Fecomercio: Confiança do empresariado paulista despenca 35% entre maio e junho

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução / Fecomércio SC

A Fecomercio registrou a terceira queda consecutiva no índice de confiança do empresariado paulista: 35% entre maio e junho.

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De acordo com os dados mais recentes da pesquisa, a nova queda, terceira consecutiva durante a pandemia de coronavírus, fez o índice atingir os 61 pontos neste mês, ante os 93,8 pontos observados no mês anterior.

Este também é pior resultado registrado em toda a série histórica, iniciada em março de 2011 pela Fecomercio.

Pequenas e micros

De acordo com o relatório publicado nesta sexta, as empresas que mais sofreram foram as que têm até 50 funcionários em seus quadros.

Nesse segmento, a taxa de confiança em junho apresentou a maior queda, registrando 60,4 pontos.

No mês anterior, as mesmas empresas haviam alcançado 93,4 pontos no índice.

As companhias com mais de 50 colaboradores em seu quadro também regrediram, somando 86,7 pontos em junho contra os 113,9 registrados no mês anterior.

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Reflexos da queda

As quedas apontadas pela Fecomercio afetaram diretamente os principais índices do setor.

O IEC (Índice de Expansão do Comércio),  por exemplo, que mede a intenção de investir e contratar do empresariado, recuou 28,3% neste mês em relação a maio, passando de 87,5 para 62,8 pontos.

O IE (Índice de Estoque) teve retração de 15% entre maio e junho deste ano e, segundo a Fecomercio, a proporção de empresários que consideram seus estoques adequados caiu 8,3 pontos porcentuais na última pesquisa.

O índice de empresários que afirmam que seus estoques estão acima do adequado avançou 5,9 pontos, enquanto aqueles que dizem ter reservas abaixo do ideal cresceu 2,2 pontos.

Posicionamento da Fecomercio

Em nota oficial divulgada nesta sexta, a Fecomercio informou que não há expectativa de recuperação do setor a curto prazo, uma vez que as famílias tiveram seus poderes de compra reduzidos por conta da alta do desemprego.

“Assim, a intenção de realizar financiamentos e adquirir bens também caiu, uma vez que os consumidores estão majoritariamente em busca de itens essenciais, como alimentos e remédios. Por isso, a estimativa é que o fechamento de 2020 registre o pior desempenho da história”.

A recomendação do órgão é para que os empresários mantenham o planejamento financeiro estruturado, controlem os estoques e negociem com os fornecedores, além de digitalizar processos e “trabalhar com etiquetas para facilitar a gestão, o que auxilia a monitorar o momento de fazer novos pedidos e realizar promoções”.

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