FecomercioSP apoia quarentena no estado, mas prevê perdas de R$ 44 bi

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

A FecomercioSP, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado, divulgou nota oficial nesta sexta-feira (8) declarando apoio à prorrogação da quarentena em São Paulo.

De acordo com o comunicado, a decisão do governador João Doria de estender o confinamento e o consequente fechamento do comércio em todo o Estado até o dia 31 de maio foi acertada, mas há ressalvas.

A entidade declarou entender que a medida tem como principal objetivo “a preservação das vidas” e reiterou a importância de que a população respeite as regras de isolamento para que a retomada “seja possível em um momento oportuno”.

Explicações

O apoio, no entanto, não é incondicional. A Fecomercio afirmou, em sua nota, que espera explicações por parte da equipe de Doria sobre qual metodologia vem sendo utilizada para medir o deslocamento dos cidadãos durante a quarentena, além de reiterar pedidos anteriores para mais crédito, de forma mais acessível e de rápida contratação pelas empresas, principalmente dos micros, pequenos e médios negócios.

Os dados divulgados pela entidade apontam que os prejuízos no comércio paulista nos meses de março, abril e maio devem atingir R$ 44 bilhões, com média diária de perda de R$ 659,7 milhões ao varejo.

Os números foram colocados no relatório para justificar que a liberação de R$ 650 milhões em crédito pelo Governo de São Paulo, por meio do Banco do Povo e do Desenvolve SP, não cobrirá nem uma média diária do prejuízo no faturamento do comércio.

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Comparação com 2019

A Fecomercio informou ainda que, em comparação ao ano passado, a estimativa é que as perdas do varejo em São Paulo cheguem a 11% do faturamento do período.

A baixa prevista é de R$ 83,4 bilhões, sendo que, deste montante, R$ 61,7 bilhões seriam referentes aos comércios considerados não-essenciais, e que precisaram ficar fechados desde o início da quarentena estabelecida por Doria em São Paulo.

Cenário pós-pandemia

O relatório da Fecomercio também projetou uma retomada lenta das atividades no Estado quando a quarentena for revogada após a pandemia começar a ser controlada em São Paulo.

Segundo a entidade, com a perda de boa parte da renda de muitas famílias em meio à crise, do desemprego e do endividamento, o comércio retomará o fôlego lentamente.

A projeção da Fecomercio é de um panorama similar ao encontrado em 2015/2016, quando o consumo passou a ser focado mais em alimentos e remédios.

A estrutura do próprio comércio, de acordo com a instituição, também será diferente, já que muitas empresas precisaram recorrer às demissões para não fecharem as portas em meio à crise do coronavírus.

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