Febraban: crédito bancário chega R$ 4,5 tri e bate recorde em ano de pandemia

Paulo Amaral
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Crédito: Oswaldo Cornetti/Fotos Públicas

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com base em dados do Banco Central, revelou que o crédito bancário estabeleceu recorde em um ano de pandemia, entre março do ano passado e o mesmo mês de 2021.

De acordo com a entidade, a concessão de crédito pelas instituições financeiras no País chegaram a R$ 4,5 trilhões nos 12 meses, com média de R$ 347,3 bilhões por mês.

“Mesmo em um período de intensa crise econômica decorrente da pandemia, o crédito mostrou uma expansão robusta e disseminada entre seus diversos segmentos, reforçando o importante papel que desempenhou para evitar uma recessão ainda mais aguda em 2020, além de ajudar atualmente no processo de recuperação”, diz Isaac Sidney, presidente da Febraban, em nota.

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Altas em todos os recortes

O recorte apresentado pela Febraban diz ainda que a média mensal de empréstimos foi 6,3% maior do que em 2019, e o volume de crédito livre teve média de R$ 304,3 bilhões, alta de 1,7% em relação a 2019.

O crédito direcionado subiu 56,4%, de R$ 27,5 bilhões para R$ 42,9 bilhões ao mês, enquanto em relação à Pessoa Jurídica houve aumento de 12,1% comparado a 2019, chegando a R$ 168,4 bilhões.

O estoque de crédito bancário, segundo a Febraban, chegou a R$ 4,1 trilhões, com alta foi de 17,8% em relação ao ano passado.

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“Com o forte avanço, a relação crédito/PIB passou de 46,7% (em fevereiro de 2020) para 54,4% (em março de 2021), também atingindo volume inédito”, disse nota da entidade.

Renegociações de crédito

Segundo a Febraban, as renegociações de crédito alcançaram 17 milhões de contratos de março a dezembro em 2020, somando saldo devedor de R$ 1 trilhão.

Essas renegociações, ao longo da crise, permitiram aos agentes bancários fazerem extensão de prazo para pagamento de dívidas e suspensão de parcelas para quem estivesse com contas em dia.

De acordo com a entidade, as parcelas suspensas somaram R$ 150 bilhões.

Entre micros e pequenas empresas que receberam concessões de crédito a soma total é de R$ 325,2 bilhões, inclusos contratos novos e renovações.

O Pronampe, programa de crédito com garantia financiada pelo governo federal, por exemplo, vou desembolsados R$ 37,5 bilhões.

“A taxa média de inadimplência (atrasos acima de 90 dias) do sistema convergiu para um patamar historicamente baixo, chegando a 2,1% aa em dezembro de 2020, nível que se encontra praticamente inalterado até março (2,2% aa), e consideravelmente abaixo das taxas registradas nos meses anteriores à crise, quando superavam os 3,0% aa”, concluiu a nota da Febraban.