Febraban: bancos suspendem R$ 35 bi em dívidas e financiamentos

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Direto de Brasília

Desde o início da crise desencadeada pela pandemia, os principais bancos brasileiros suspenderam, temporariamente, um montante de R$ 35 bilhões, entre parcelas de dívidas e financiamentos.

A informação foi divulgada, nessa quarta-feira (6), pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), conforme o portal G1, ao explicar que esse valor corresponde às parcelas de empréstimos para pessoas físicas e jurídicas, relativa ao período de 16 de março a 24 de abril.

Prazo de carência

Já o prazo de carência para pagamentos passou a variar de 60 a 180 dias.

Crédito contratado

Ao todo, prossegue a nota da Febraban, foram renegociados mais de 6 milhões de contratos, correspondentes a um crédito contratado de R$ 355 bilhões.

No período em análise, acrescenta a entidade, foram contratadas linhas de crédito, que somaram R$ 267,9 bilhões. Desse total, 75% referentes a empresas de diversos portes.

Renovação bilionária

Já a renovação de crédito contratados chegou a R$ 78 bilhões – 35% desse valor correspondeu a pessoas físicas.

Novas contratações

Se somadas todas as novas contratações, suspensão de parcelas de empréstimo e renovações de crédito, a conta atinge a cifra de R$ 381,5 bilhões, injetados na economia pelas instituições bancárias, desde o início da crise viral.

Demanda alta

No comparativo com igual período de 2019, o aumento da demanda por crédito pelas empresas acusou aumento de 78%.

De acordo com a Febraban, essa expansão reflete a maior procura por crédito, em geral, devido ao “alto grau de incerteza do cenário econômico, agravada pela retração de operações no mercado de capitais, assim como pelo cancelamento de linhas de financiamento externo para o país”.

Grandes lideram

De acordo com tabela consolidada do Banco Central (BC), também divulgada pela Febraban, o maior número de contratações coube às grandes empresas (151.319), seguido pelas pessoas Físicas (65.277), empresas de médio porte (27.295) e micro e pequenas empresas (24.007).

No cômputo geral, foram 267.898 contratações, para 78.658 renovações.

Prorrogações aos milhões

Quanto às prorrogações (suspensão de parcelas), foram contabilizadas 5.999.745, no montante de R$ 355 bilhões, para um número total de 34.915 parcelas.