FBI alerta sobre ciberataque durante videoconferências

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Zoom

Com as medidas de isolamento social contra a pandemia, aplicativos de videoconferência tem ganhado relevância no dia a dia das pessoas. Seja para reuniões da empresa, estudos, e até mesmo para reunir com os amigos.

O aplicativo Zoom está em alta nesses dias. Mas cuidado com o chamado “zoombombing”. O FBI ressalta que é preciso ser cauteloso nas videoconferências.

A expressão “zoombombing” é caracterizada por um ciberataque. Ou seja, consiste em violações de sistemas confidenciais por hackers e trolls.

Usuários do Zoom relataram que as videoconferências foram invadidas, com imagens e linguagens inadequadas.
O aplicativo teve um crescimento acelerado na semana passada, e o FBI (Departamento de Investigação dos EUA) em nota recebeu várias denúncias de reuniões online que estavam sendo invadidas com conteúdo pornográficos e ameaçadores.

Em entrevista com a CNN, o porta voz da Zoom disse que “estamos muito chateados ao saber dos incidentes envolvendo esse tipo de ataque e condenamos veementemente esse comportamento”, disse o porta-voz por e-mail. A empresa disse que, em 20 de março, começou a “educar ativamente os usuários sobre como eles podem proteger suas reuniões e ajudar a evitar incidentes de assédio”. “Estamos ouvindo nossa comunidade de usuários para nos ajudar a melhorar nossa abordagem”, disse o porta-voz.

Acontecimentos nos EUA

Em Massachusetts dois casos parecidos foram relados ao FBI. No primeiro, uma aula de vídeo foi invadida, e agrediram verbalmente o professor e revelaram o endereço do mesmo. No segundo caso, a aula online foi invadida por uma pessoa apresentado umas tatuagens suásticas.

Esses acontecimentos ocorreram por todo o estado. Aulas online foram expostas a conteúdos inapropriados, como nudez, palavras torpes e racistas.

O aplicativo está analisando com cautela as proteções de privacidade, após ser alertado por usuários e autoridades dos EUA.

Amenizando os fatos

A Zoom está tomando medidas para identificar e corrigir possíveis falhas.

A Zoom e o FBI fizeram algumas recomendações para minimizar esses ataques “zoombombing”. Segundo a CNN “as recomendações são: tornem suas reuniões privadas (o Zoom tem opções para exigir uma senha, além de uma função de sala de espera para controlar quem é permitido na chamada); evite compartilhar o link da reunião em fóruns públicos online; e limite o compartilhamento de tela apenas ao host da chamada.”

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