FAO: Preços mundiais dos alimentos sobem pelo quinto mês seguido

Paulo Amaral
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Crédito: Ministério da Agricultura

O índice de preços de alimentos da FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura), que mede a variação mundial nos preços dos produtos, subiu pelo quinto mês seguido.

De acordo com informações da Agência Reuters, uma cesta composta por alimentos diversos, como cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, fechou outubro com média de 100,9 pontos, contra 97,8 de setembro.

Segundo os dados da FAO, essa foi a maior alta do ano registrada na cesta de alimentos, resultado diretamente ligado com a recuperação pós-crise do coronavírus no setor.

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Alimentos que mais subiram

O índice da agência apontou como campeão de aumento de preços os cereais, que apresentaram variação positiva de 7,2% em relação a setembro e 16,5% na comparação com outubro de 2019.

Segundo a FAO, “os preços de exportação do trigo foram empurrados para cima em meio à redução da oferta, enquanto o milho atingiu máxima de seis anos, impulsionado pela forte demanda da China”.

Açúcar, com alta de 7,6% em relação ao mês anterior, laticínios, com elevação de 2,2%, e óleo vegetal, com 1,8% de aumento, completaram o top 4 de preços mais altos registrados no período.

A carne foi na contramão do que se esperava e fechou outubro registrando queda de 0,5% no comparativo mensal, a nona baixa desde janeiro.

Previsões revisadas para a safra 2020

De acordo com a agência, a previsão para a safra de cereais no Brasil foi puxada para baixo pelo segundo mês seguido e, agora, tem redução prevista de quase 13 milhões de toneladas.

Segundo a FAO, apesar da nova baixa, a expectativa segue sendo de uma safra recorde para este ano, na casa de 2,75 bilhões de toneladas – 1,6% maior do que a de 2019.

A FAO apontou ainda que o consumo de cereais no mundo em 2020/21 deverá ser de 2,745 bilhões de toneladas, registrando um aumento de 1,9% em relação ao nível de 2019/20.

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