Falta de mão de obra pode brecar crescimento no Brasil, aponta pesquisa

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.

Crédito: Agência Brasil

A falta de mão de obra em alguns setores especializados pode ser uma das principais responsáveis por brecar o crescimento da economia brasileira no ano que vem.

Foi o que apontou pesquisa realizada pela empresa de recursos humanos Korn Ferry com executivos de empresas espalhadas pelo País e divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda (25).

Segundo os números divulgados pela Korn Ferry, grandes marcas como a CI&T, do ramo de tecnologia, e a Rappi, que alega ter crescido 35% ao mês nos últimos dois anos, estão entre as que enfrentaram problemas recentemente.

A CI&T tem encontrado dificuldades para preencher cerca de 500 vagas em Belo Horizonte e Campinas com salários para lá de atrativos – entre R$ 9 e R$ 10 mil. A Rappi, por sua vez, também estaria penando para encontrar mais mão de obra especializada.

A pesquisa divulgada recentemente aponta que o déficit, rotulado de “apagão da mão de obra”, pode ser de 1,8 milhão de pessoas em 2020 e, até 2030, alcançar números ainda mais alarmantes, na casa de 5,7 milhões de postos vagos, pela falta de funcionários sem a competência ideal para ocupar tais espaços.

“O Brasil vive uma severa carência de mão de obra especializada”, diz Jean-Marc Laouchez, presidente do Korn Ferry Institute, responsável pelo estudo.

As maiores lacunas:

As vagas com maiores dificuldades em serem preenchidas são as ligadas ao desenvolvimento digital e tecnológico das empresas, como por exemplo: segurança da informação, cientista de dados, analista de marketing digital e de desenvolvimento de produtos tecnológicos.

“É sempre difícil encontrar profissionais nessa área, por isso o programa de salários e benefício tem de ser atraente”, comentou Vanessa Togniolli, gerente sênior de desenvolvimento organizacional da CI&T, que atua também nos EUA, Europa e Ásia, explicando as dificuldades de sua empresa em preencher as 500 vagas disponíveis.

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Os dados oficiais apontam que empresas como a CI&T deixarão de faturar cerca de R$ 183 bilhões até 2020 justamente por não encontrarem pessoas especializadas em atuar nas áreas responsáveis pelo desenvolvimento das companhias.

Atualmente o Brasil sofre com 12,5 milhões de desempregados e cerca de 38,8 milhões de pessoas trabalhando no regime da informalidade. Números contrastantes quando comparados aos problemas enfrentados por empresas justamente na busca por trabalhadores especializados.

O levantamento da Korn Ferry é global, feito com 115 mil empresas pelo mundo, sendo cem no Brasil.

 

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