Fala de Powell promete agitar os mercados hoje

Filipe Teixeira
Colaborador do Torcedores
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Presidente do FED fala hoje às 11h e pode dar pistas sobre o futuro do juro nos EUA

Em dia que promete fortes emoções para as bolsas, moedas e juros, Jerome Powell tem a missão nada fácil de dar um norte aos mercados do mundo inteiro.

Ou não.

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Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades

Por alguns minutos, assim que iniciar sua fala em Jackson Hole, oeste do estado de Wyoming, Powell será simplesmente o homem mais poderoso do planeta e seu discurso, poderá nos dizer muita coisa, ou coisa alguma.

Após semanas sendo bombardeado por Trump, que o chamou recentemente de “sem noção” (entre outras gentilezas), Powell tem a faca e o queijo na mão para desafiar o topetudo e manter sua mensagem conservadora e austera para os juros nos EUA.

Ainda que não seja a vontade do Senhor Mercado, esta postura que me parece a mais improvável, mandaria uma forte mensagem a Trump e ao próximo presidente, seja ele quem for, de que ninguém, exceto o próprio mercado, regula a América.

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Amado mestre

No entanto, a grande aposta é de um discurso “Rolando Nero”: Vago e com poucos detalhes, não se comprometendo diante das tensões da trade war, dos dados pouco animadores de sua economia doméstica, e da perigosa e cada vez mais frequente inversão na curva de juros.

Powell manteve essa linha, mesmo quando anunciou o corte de 25 pontos-base no juro, em 31 de julho, afirmando se tratar de um ajuste, ou calibragem de meio de ciclo. E isso já assustou os mercados.

Sabedor disso, é difícil imaginar portanto, que sua fala seja ainda mais conservadora, indicando uma não atuação do FED diante de tudo o que aconteceu desde então: A guerra comercial se agravou, a Europa mostrou sinais ainda mais fracos, a Argentina foi a nocaute e os demais emergentes, estão cambaleando em direção às cordas.

Difícil, mas não impossível. Se ocorrer, salve-se quem puder.

Dando uma dimensão um pouco maior das expectativas, os futuros dos Fed Funds projetavam ontem, 93,5% de chances de um novo corte de 25 pontos em 18 de setembro próximo.

Powell portanto, sabe o que o mercado e principalmente, o que Donald Trump esperam dele: Exatamente a mesma coisa.

Cabe ao homem mais poderoso do mundo, decidir quem dará as cartas.

Queimadas que preocupam

Crédito: Reprodução de internet

Por aqui, o destaque da semana foram mesmo as queimadas. Como não sou um especialista em meio-ambiente, focarei no problema climático de Brasília, bem mais fácil de explicar.

Um dos pilares do governo Bolsonaro, o ministro Sérgio Moro, segundo fontes anônimas, está sendo aconselhado a pedir o boné, antes de perder o que sobrou de seu prestígio.

Sem entrar diretamente no mérito do que move Bolsonaro a entrar de sola em seu ministro, é inegável pensar que o término precoce deste namoro, fragilizaria a imagem do governo em um momento muito importante para o que está por vir: A agenda econômica, que historicamente, paga o pato das turbulências políticas.

Se é verdade que a Amazônia produz 20% do oxigênio do planeta, também não é verdade que Moro dá o mesmo percentual (ou até mais) de credibilidade do governo?

Ao menos no tocante a esta “cuestão”, este incêndio pode ser evitado.