Facebook surpreende ao reportar lucro acima de US$ 9 bi no 3º tri, alta de 17%. Saiba como investir

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.

O Facebook surpreendeu o mercado, na noite de segunda-feira (25), ao reportar lucro acima de US$ 9 bilhões no terceiro trimestre de 2021, conforme balanço, sendo uma alta de 17% ante o terceiro trimestre do ano anterior.

Isso porque a estimativa para o lucro da empresa estava em “estável”, ou seja, mantendo o mesmo número registrado no terceiro trimestre de 2020. Também porque a companhia vive uma crise de imagem, com ex-funcionários delatando supostas práticas antiéticas.

O volume alcançado pela rede social representa lucro por ação em US$ 3,22 no período, também acima da previsão de US$ 3,19 feita por analistas do FactSet.

Já a receita marcou US$ 29,010 bilhões, alta de 35% contra o registrado no mesmo intervalo do ano passado.

O balanço mostra ainda que o número de usuários ativos diariamente em setembro subiu 6% na base anual, em uma média de US$ 1,93 bilhão. Em comparação com o trimestre anterior, o número ficou praticamente estável.

Para o próximo trimestre, a companhia diz esperar uma receita entre US$ 31,5 bilhões e US$ 34 bilhões.

Usuários diários estáveis entre 2TRI21 e 3TRI21

Facebook

O Facebook está no meio de uma enxurrada de denúncias que colocam em xeque a gestão de seu fundador Mark Zuckerberg. Isso porque a ex-gerente de integridade cívica da rede social, Frances Haugen, 37, elencou uma série de acusações remetidas aos principais jornais do país.

O caso está sendo chamado de “Facebook Papers” e um consórcio de imprensa já se formou para checar as informações repassadas, muitas delas por meio de documentos.

Haugen alega que o Facebook atrapalha a democracia por meio do mecanismo chamado de “ranking de engajamento”, com o qual todo conteúdo postado no feed é filtrado antes de ser distribuído na plataforma.

Segundo ela, esta é a principal razão pela qual as notícias falsas se proliferam na rede social e ameaçam a democracia de vários países.

Também disse que o algoritmo da rede social — e também do Instagram— dá mais destaque a posts que promovem mentiras, divisão entre as pessoas e imagens distorcidas de corpos.

Para deixar a situação ainda mais crítica, documentos revelam que o Facebook sabia sobre tráfico de pessoas em anúncios de trabalho.

Zuckerberg tem refutado a todas as acusações e nega que a companhia de tecnologia dê prioridade ao lucro em lugar das boas práticas.

A companhia está listada na Nasdaq sob o ticker FB.

No Brasil, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) do Facebook podem ser negociados sob o código FBOK34.

Como investir no Facebook?

Os investidores brasileiros podem ter acesso aos chamados BDRs – Brazilian Depositary Receipts – do Facebook.

Eles são ativos que representam ações de empresas estrangeiras. Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior, e terá direito aos dividendos distribuídos pela companhia lá fora.

Funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

O que é preciso fazer para investir no Facebook?

Para adquirir BDRs do Facebook, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

História do Facebook

A história da maior rede social que já existiu acompanha a trajetória de seu principal fundador, Mark Zuckerberg. Mas também tem um brasileiro no enredo.

O paulistano Eduardo Saverin fez parte do grupo de estudantes de Harvard que se uniu para dar forma ao aplicativo que revolucionaria a maneira como as relações sociais são firmadas e mantidas.

Zuckerberg, Saverin e mais

Foi no dormitório de uma fraternidade de Harvard que Zuckerberg, um geniozinho da computação, e sua turma lançaram o site Thefacebook. Compunham o grupo, além dos dois, Dustin Moskovitz, Chris Hughes e Andrew McCollum.

A rede social só funcionava, até então, no campus e era restrita aos estudantes da universidade. Mas a repercussão foi tamanha que, em um mês, Stanford, Columbia e Yale também já integravam a rede.

Foi do bolso de Saverin que saíram os primeiros mil dólares para sustentar o projeto. E o primeiro endereço da empresa foi o endereço de seus pais, em Miami.

Logo, o Thefacebook ganharia importância e se mudaria para o Vale do Silício. A partir deste momento, Saverin, que permaneceu na universidade, começa a se distanciar do grupo e da empresa.

Em 2005, Mark Zuckerberg contrata Sean Parker, co-fundador da Napster, para assumir o setor financeiro do site. Foi dele a ideia de mudar o nome de Thefacebook para Facebook.

Hoje, Zuckerberg está na lista da Forbes como o terceiro mais rico do mundo, com fortuna estimada em mais de US$ 100 bilhões. Ele fica atrás apenas de Bill Gates e Jeff Bezos no ranking.

O Facebook também é dono de outros dois aplicativos de muito sucesso: Whatsapp e Instagram.

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