Facebook pede desculpas: entenda o que aconteceu e saiba mais sobre a empresa

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Thomas Ulrich/Pixabay

O Facebook se desculpou pela paralisação em massa que deixou bilhões de usuários sem acesso ao Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger por várias horas na segunda-feira (4).

“Para todas as pessoas e empresas ao redor do mundo que dependem de nós, lamentamos o transtorno causado pela interrupção de hoje em nossas plataformas”, disse Santosh Janardhan, vice-presidente de infraestrutura do Facebook, em uma postagem de blog na noite de ontem.

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A interrupção, que impediu os usuários de atualizar seus feeds ou enviar mensagens, foi causada por “mudanças de configuração nos roteadores”, disse Janardhan, sem especificar exatamente quais foram as mudanças.

As mudanças causaram “problemas” que interromperam o fluxo de tráfego entre roteadores nos data centers do Facebook ao redor do mundo, acrescentou.

“Essa interrupção do tráfego de rede teve um efeito cascata na forma como nossos data centers se comunicam, interrompendo nossos serviços”, disse Janardhan.

Facebook, Instagram e WhatsApp pararam de funcionar próximo ao meio-dia de segunda-feira (4) e só retornaram no início da noite.

Este foi o período de inatividade mais longo do Facebook desde 2008, quando um bug deixou o site offline por cerca de um dia, afetando cerca de 80 milhões de usuários. A plataforma conta atualmente com cerca de 3 bilhões de usuários.

Em 2019, uma interrupção semelhante durou cerca de uma hora. O Facebook culpou uma mudança na configuração do servidor por esse incidente.

Denúncias contra a empresa

A paralisação das redes sociais ocorreu um dia depois de uma ex-funcionária fazer denúncias contra a empresa. Frances Haugen trabalhou no Facebook de 2019 até maio deste ano, atuando como gerente de produto.

Segundo ela, os executivos da empresa entendiam os impactos negativos do Instagram entre os usuários mais jovens. Também, que o algoritmo do Facebook permite a disseminação de desinformação. “O Facebook, repetidamente, mostrou que prefere o lucro à segurança”, afirmou ela.

As ações do Facebook fecharam em queda de quase 5% na segunda, mas sobem 1% nesta terça (5).

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BDR do Facebook: variação em 30 dias

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Reprodução/Google

Quer saber mais sobre a história do Facebook? Acompanhe.

História do Facebook

A história da maior rede social que já existiu acompanha a trajetória de seu principal fundador, Mark Zuckerberg. Mas também tem um brasileiro no enredo.

O paulistano Eduardo Saverin fez parte do grupo de estudantes de Harvard que se uniu para dar forma ao aplicativo que revolucionaria a maneira como as relações sociais são firmadas e mantidas.

Zuckerberg, Saverin e mais

Foi no dormitório de uma fraternidade de Harvard que Zuckerberg, um geniozinho da computação, e sua turma lançaram o site Thefacebook. Compunham o grupo, além dos dois, Dustin Moskovitz, Chris Hughes e Andrew McCollum.

A rede social só funcionava, até então, no campus e era restrita aos estudantes da universidade. Mas a repercussão foi tamanha que, em um mês, Stanford, Columbia e Yale também já integravam a rede.

Foi do bolso de Saverin que saíram os primeiros mil dólares para sustentar o projeto. E o primeiro endereço da empresa foi o endereço de seus pais, em Miami.

Logo, o Thefacebook ganharia importância e se mudaria para o Vale do Silício. A partir deste momento, Saverin, que permaneceu na universidade, começa a se distanciar do grupo e da empresa.

Em 2005, Mark Zuckerberg contrata Sean Parker, co-fundador da Napster, para assumir o setor financeiro do site. Foi dele a ideia de mudar o nome de Thefacebook para Facebook.

Hoje, Zuckerberg está na lista da Forbes como um dos mais ricos do mundo.

O Facebook também é dono de outros dois aplicativos de muito sucesso: Whatsapp e Instagram.

Brasileiro pode investir no Facebook?

Os investidores brasileiros podem ter acesso aos chamados BDRs – Brazilian Depositary Receipts – do Facebook.

Eles são ativos que representam ações de empresas estrangeiras. Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior, e terá direito aos dividendos distribuídos pela companhia lá fora.

Funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

O que é preciso fazer para investir no Facebook?

Para adquirir BDRs do Facebook, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Você também pode preencher o formulário abaixo e contar com as orientações de um assessor de investimento para investir em BDRs.