Facebook: mais de 400 marcas aderem ao boicote

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).

Coca-Cola, Heineken, Volkswagen e Microsoft aderiram ao boicote e retiraram suas respectivas publicidades do Facebook.

Porém, esta ação não se restringe aos EUA: Heineken e Coca-Cola cancelaram suas campanhas no Brasil.

A princípio, as marcas brasileiras estão avaliando se aderem ou não à campanha.

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De acordo com levantamento do Estadão, Microsoft, Volkswagen, Coca-cola e Beiersdorf e Heineken cancelaram seus anúncios no Brasil.

Por enquanto, a Unilever manteve o seu boicote ao território dos EUA.

coca-cola

Discurso de ódio

A campanha de boicote ao Facebook foi motivada pela organização não governamental Stop Hate for Profit.

O grupo questiona as mensagens de ódio racial que circulam pelo Facebook e Instagram.

Porém, Snapchat e Twitter também entram no radar da campanha de boicote.

Até este momento, mais de 400 marcas aderiram.

O boicote deve acontecer até o fim de julho.

Facebook

Pequenos negócios

A campanha promovida pelas grandes marcas serve para chamar atenção.

Todavia, os pequenos negócios são responsáveis por 75% dos anúncios do Facebook.

O vice-presidente do Facebook, Nick Clegg, disse que eliminar completamente o discurso de ódio é “como encontrar uma agulha no palheiro”.

Por fim, Clegg disse que a empresa investe bilhões em ferramentas de inteligência artificial para barrar conteúdos inapropriados.

Novas regras

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, se reuniu com grupos de Direitos Humanos para discutir o assunto.

Porém, o CEO do Facebook tem dito que não cabe a companhia o papel de juiz sobre conteúdos serem verdadeiros ou não.

Por fim, com o avanço do boicote, essa política deve mudar.

 

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