Extrema pobreza cresce no Brasil

Gabriela Brands
Profissional com graduação em Jornalismo, pós-graduação em Planejamento em Comunicação e Gestão de Crises de Imagem e em Marketing. Tem experiência sólida em Comunicação Política, Assessoria de Imprensa e Gestão de Crises.

Pelo quarto ano consecutivo, dados divulgados pelo Banco Mundial revelam que o número de pessoas vivendo abaixo da linha de extrema pobreza cresceu no Brasil. Em 2017, eram 9,25 milhões de brasileiros vivendo com menos de US$ 1,90 por dia. Já em 2018, passaram a ser 9,3 milhões de pessoas.

Entre 2014 e 2018, o número de pessoas que sobrevive em extrema pobreza no país cresceu 67%. De acordo com o cálculo do Banco Mundial, essa faixa da população teve uma renda mensal de R$ 150 em 2019.

O estudo revela também que 200 mil pessoas passaram para faixa entre a miséria e a pobreza. Conforme a instituição, 19,2 milhões de brasileiros tinham uma renda individual de US$ 3,20 por dia em 2018.

Entretanto, a pobreza teve uma ligeira queda no Brasil. A quantidade de pessoas vivendo com US$ 5,50 por dia recuou de 42,3 milhões em 2017 para 41,7 milhões em 2018.

Coronavírus pode aprofundar miséria

A lenta recuperação da economia brasileira pode ser interrompida pelo coronavírus. As medidas de isolamento social devem prejudicar diversos setores e a população mais pobre, que depende de renda informal.

Para a Folha de São Paulo, a economista sênior do Banco Mundial, Liliana Sousa, afirmou que as ações anunciadas pelo governo para amenizar os efeitos da crise serão fundamentais para a sobrevivência dos mais pobres.

A desigualdade social também pode aumentar ainda mais depois da pandemia. No entanto, especialistas acreditam que o debate sobre proteção para a população mais vulnerável também deve crescer.

Conforme o presidente do centro de pesquisa República do Amanhã e ex-economista-chefe do Bradesco e do BBVA, Octavio de Barros, a ordem econômica e social global será afetada de forma permanente pela pandemia. “Acho que benefícios como renda mínima universal serão o futuro”, afirma.