Exportação de soja pode atingir patamar recorde em março

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

No mês passado, a exportação de soja no país pode alcançar uma cifra histórica para todos os meses, se os volumes de embarques previstos para o período entre os dias 29 e 31 forem embarcados, informou a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) nesta terça-feira (31). 

Segundo os dados publicados pela Anec, as exportações de soja atingiram 11,5 milhões de toneladas, no acumulado de março até o dia 28. Com informações da Reuters. 

A entidade reforçou que os portos estão funcionando normalmente, mesmo com as medidas adotadas para conter a disseminação do coronavírus. 

As exportações brasileiras de março, devem promover o alívio da escassez da oleaginosa na China, maior importadora global de soja, depois dos embarques brasileiros relativamente fracos em fevereiro. 

De acordo com Lucas Brito, assistente-executivo da Anec, as exportações de fevereiro foram atrasadas por causa de chuvas intensas no país, que interromperam saídas, o que mudou muitos embarques para este mês. 

Como a colheita em 2020 iniciou tardiamente contribui para um aumento no volume da oleaginosa em março. 

“Se acontecer o programado, se forem realizados os embarques… ou vai passar ou ficar muito próximo do recorde”, afirmou Brito, à Reuters. 

Levando em consideração as programações de portos, a ANEC estima embarques de 1,6 milhão de toneladas nos 3 últimos dias de março, o que resultaria em 13,1 milhões de toneladas de sojas exportadas em março. 

O recorde mensal da exportação de soja brasileira é de cerca de 12,3 milhões de toneladas, em maio de 2018, de acordo com dados dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). 

Por mais que a situação portuária esteja normal, o setor tem se preocupado com a logística para escoar o produto até os portos, visto  que caminhoneiros têm encontrado escassez de serviços nos postos das rodovias, como efeito das medidas restritivas ao comércio. 

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os custos de transporte tem aumentado porque muitos caminhoneiros tem recusado viagens por não saber se encontrarão infraestrutura no caminho. 

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) também falou das dificuldades logísticas enfrentadas por causa das medidas restritivas para enfrentamento do coronavírus. 

Vários setores do agronegócio realizaram reclamações convergentes, mesmos as atividades agrícolas e de transporte safras serem consideradas essenciais pelo governo federal.