Exportação de calçados recua 8,5% no bimestre

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a exportação de calçados teve um recuo no  primeiro bimestre do ano. Foram embarcados 23 milhões de pares, que geraram US$ 166,7 milhões. Isto representa quedas tanto em volume (-10,7%) quanto em receita (-8,5%) na relação com igual período de 2019.

Apenas em fevereiro, foram enviados ao exterior 10,6 milhões de pares por US$ 75,2 milhões. O resultado significa quedas de 3,3% em pares e de 10% em faturamento em relação ao mês dois de 2019.

Para o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, a desaceleração internacional, puxada especialmente pelos Estados Unidos, influenciou negativamente o desempenho. “A queda dos embarques aos Estados Unidos teve um peso muito grande, especialmente nos calçados de couro”, aponta.

Ele informa que, a queda dos embarques para os Estados Unidos no bimestre representa 6,3,% do total de -8,5%.
“Quase tudo o que perdemos foi em função dos Estados Unidos. Além de existir um problema econômico naquele país, existe o impacto geral do coronavírus, especialmente na Ásia e Europa”, avalia.

Segundo Ferreira, a boa notícia é de que, com o câmbio atual, a rentabilidade segue em crescimento. “Em reais, as exportações cresceram 4,9% em fevereiro e 3,8% no bimestre”, informa o dirigente.

Principais destinos da exportação de calçados

No primeiro bimestre, o principal destino do calçado brasileiro no exterior foi os Estados Unidos. Para lá, foram embarcados 1,98 milhão de pares, que geraram US$ 33,36 milhões. Isto representa quedas de 32,5% e de 11,6%, respectivamente, ante mesmo período de 2019.

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O segundo destino do bimestre foi a Argentina. Os argentinos compraram 1,3 milhão de pares brasileiros, que somaram US$ 13,9 milhões. Aumentos de 46,2% e de 30,4%, respectivamente, ante 2019.

O terceiro destino do período foi a França, para onde foram embarcados 1,76 milhão de pares por US$ 12,46 milhões, quedas tanto em volume (-35,6%) quanto em receita (-13%).

Estados exportadores

O principal exportador de calçados do Brasil no bimestre foi o Rio Grande do Sul. No período, os gaúchos embarcaram 5 milhões de pares por US$ 70,8 milhões, incremento de 4,4% em volume e queda de 4,9% em receita ante o mesmo intervalo do ano passado.

O segundo maior exportador do período foi o Ceará, de onde partiram 9,7 milhões de pares por US$ 52,5 milhões, quedas tanto em volume (-15,4%) quanto em receita (-15,9%) em relação ao período correspondente do ano passado.

No terceiro posto, São Paulo apareceu com incremento de 28,1% em volume e de 3,7% em receita na relação com o primeiro bimestre do ano passado. Os números foram de 1,2 milhão de pares e US$ 14 milhões.