Exportação de café tem alta de 2,5% em abril e quase zera estoques

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Gestagro 360

Em meio a uma economia virtualmente paralisada pela pandemia global, a cafeicultura apresenta números animadores.

De acordo com relatório publicado nesta terça-feira (12) pelo Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), em abril último o país exportou 3,3 milhões de sacas de café (verde, solúvel e torrado e moído).

Esse montante representa uma alta de 2,5% em comparação com o apurado em abril de 2019, que ficou em 3,219 milhões de sacas.

Café verde

Contribuiu muito para esse resultado a performance do café verde, cujas exportações cresceram 1,5% em abril (2,99 milhões de sacas de 60 quilos), para o mesmo mês do ano anterior (2,945 milhões de sacas.

Cinco novos destinos

Também em abril último o país teve ampliação de vendas para cinco novos destinos.

Estoques no fim

Enquanto a maioria dos segmentos econômicos suporta uma quantidade elevada de estoques, o cafeeiro enfrenta uma situação inusitada.

Eles estão quase vazios.

Ao encarar o fato como uma “surpresa positiva”, a entidade destaca o aumento dos embarques do produto para os mercados europeus e norte-americano, mesmo diante do problema viral.

Que venha a safra

Segundo o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, está é a primeira vez que “os estoques foram praticamente exauridos durante o período de entressafra”, mas adverte:  “O Brasil terá de contar com a safra 2020/21”.

Safra 2020/21

A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de que a safra 2020/21 deve beirar 62 milhões de sacas.

Receita em alta

A receita cambial também apresentou alta de 9% em abril, também tomando por base abril do ano passado, totalizando US$ 442,1 milhões.

Já a exportação da variedade arábica teve queda de 1,1% em abril último (2,7 milhões de sacas) para igual mês de 2019, ao passo que, pelo mesmo comparativo, o robusta teve expansão de 30,3% – 313 mil sacas.

EUA na cabeça

No ranking dos maiores compradores do café nacional, os Estados Unidos aparecem em primeiro, com a aquisição de quase 2,7 milhões de sacas em abril último, o que representa uma alta de 8,45%, sempre no confronto abril/2020 com abril/2019.

Alemanha vice

Em seguida, vem a Alemanha, com a importação de 2,4 milhões de sacas e alta de 9,45%.

Sol decrescente

A maior queda coube ao Japão, com recuo de 38% em abril último, contabilizando 632,4 mil sacas.

Reação robusta

No resultado acumulado de janeiro a abril deste ano – comparado ao primeiro quadrimestre de 2019 – o Brasil exportou 13,3 milhões de sacas de café, com destaque para o crescimento de 27,2% do café robusta (1 milhão de sacas).

Nesse período, a receita cambial alcançou US$ 1,8 bilhão, com preço médio de US$ 134,82.

África compra mais

Por regiões, os maiores aumentos ocorreram nas exportações para a África (40,2%), com 268,6 mil sacas, seguido pelos países do BRICS – bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –  com (26,5%) e 576,6 mil sacas, América Central (21,3%) e 31,2 mil sacas, América do Norte (10%) e 3,2 milhões sacas.

Isso sem contar com o Leste Europeu (21,5%) e 668,5 mil sacas, e os países produtores (21,2%) e 618,1 sacas.

Cafés diferenciados

Também no primeiro quadrimestre do ano (em relação ao mesmo período de 2019), o país exportou 2,2 milhões de sacas de cafés diferenciados, que são aqueles com qualidade superior ou dotados de algum tipo de certificado de práticas sustentáveis.

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A categoria participou com 16,5% do total embarcado no período.

Já a receita cambial referente à essa variedade apurou um montante de US$ 382,3 milhões ou 21,3% dos valores exportados.

Cecafé

Representante e promotor do desenvolvimento do setor exportador do café, no âmbito nacional e internacional, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) oferece suporte às operações do segmento por meio do intercâmbio de inteligência de dados, ações estratégicas e jurídicas, além de projetos de cidadania e responsabilidade social.

Atualmente, a entidade possui 120 associados, entre exportadores de café, produtores, associações e cooperativas no Brasil – 96% dos agentes desse mercado no país.