Expectativa de inflação de brasileiros se mantém em 4,7%, diz FGV

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Divulgação

Nesta quinta-feira (22), a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou a expectativa mediana de inflação dos consumidores brasileiros para os próximos 12 meses.

Conforme a pesquisa, o número se manteve estável em 4,7% no mês de outubro. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve redução de 0,2 ponto percentual.

“Apesar da pressão observada e esperada de alguns preços, como dos alimentos, a mediana da expectativa de inflação dos consumidores para os próximos doze meses, em geral, não se alterou”, afirma Renata de Mello Franco, Economista da FGV IBRE.

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Perspectiva positiva

“Entretanto, essa estabilidade pode ser considerada um resultado positivo”, completou. A economista acredita que, apesar do nível estar fora da meta oficial, pode haver um aumento das expectativas. Ainda mais, com a retomada da economia e da demanda de produtos e serviços, há mais perspectiva positiva.

Em outubro, 48,5% dos consumidores projetaram valores abaixo da meta de inflação para 2020 (4,0%). Esse valor é 5,9% abaixo do que no mês anterior, ficando abaixo dos 50% pela primeira vez desde abril. 

Por outro lado, a proporção de consumidores projetando acima do limite da meta de inflação para 2020 (5,5%) cresceu. Foi um aumento de 0,8 ponto percentual (p.p.), de 30,8% para 31,6%.

A pesquisa é feita com base em entrevistas com consumidores. Eles respondem à seguinte pergunta: “Na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?”

Por fim, as expectativas medianas para a inflação nos próximos 12 meses subiram nas faixas de renda com maior poder aquisitivo. As faixas de renda com menor poder aquisitivo cujas expectativas já tinham aumentado nos meses anteriores, se acomodaram em outubro. 

O índice oficial medido pelo Índice Nacional de Preços a Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, acumulava em setembro inflação de 3,14% em 12 meses.