Expectativa de inflação chega ao maior nível desde outubro de 2018

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Freepik

A expectativa média de inflação dos consumidores brasileiros para os próximos 12 meses subiu 0,1 ponto percentual no mês de abril para 5,6%, o maior nível desde outubro de 2018. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a mediana subiu 0,5 ponto.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pela FGV.

expectativa de inflação

Reprodução/FGV

De acordo com a pesquisadora Claudia Perdigão, a alta decorre dos preços de alimentos e bebidas nos últimos períodos, da desvalorização da taxa de câmbio e da dificuldade de obtenção de matérias-primas, o que vem influenciando os preços e gerando expectativas de mais aumentos.

A meta da inflação para 2021 com que trabalha o Banco Central é 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos.

Em abril, 8,5% dos consumidores projetaram valores abaixo do centro da meta. Por outro lado, a proporção de consumidores projetando valores acima do limite superior da meta de inflação para 2021 (5,25%) foi elevada em 8 pontos percentuais, de 43,8% para 51,8%.

A alta da expectativa mediana para a inflação nos próximos 12 meses foi influenciada por todas as classes de renda exceto mais baixa.

Os consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800 a expectativa de inflação registrou aumento de 0,2 ponto, para 5,9%. Para aqueles com renda entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600 a expectativa mediana subiu 0,1 ponto para 5,2%. E para aqueles com renda acima de R$ 9.600,01 subiu 0,3 ponto para 5,2%.

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Reprodução/FGV