Ex-presidente da Braskem é preso em Nova York por corrupção

Paulo Amaral
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José Carlos Grubisish, ex-presidente da petroquímica Braskem, foi preso na última quarta-feira (20), em Nova York, nos Estados Unidos, acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro, pagamento de propinas e falsificação de documentos.

A acusação feita pelo tribunal do Brooklyn alega que Grubisish teria participado de um processo que movimentou milhões de dólares de maneira irregular para garantir contratos governamentais nos Estados Unidos.

O Departamento de Justiça americano (DoJ) informou que cerca de R$ 1 bilhão (US$ 250 milhões) foram direcionados a um fundo com o objetivo de financiar atos de corrupção.

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Grubisish vinha sendo investigado desde 2015 e as atuais acusações se referem a transações realizadas no período entre 2002 e 2014, sendo que boa parte delas envolvem a Odebrecht.

O executivo foi presidente da petroquímica do grupo brasileiro, uma das principais investigadas da Lava Jato, entre 2002 e 2008.

Informações da agência Reuters dão conta de que o ex-executivo da Braskem foi detido no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, e intimado a comparecer ao tribunal no fim do dia.

Justiça global e risco de fuga

Antônio Carlos Welter, integrante da força-tarefa da Lava Jato e procurador regional da República, comemorou o anúncio da prisão em Nova Yorke.

Para ele, a notícia evidencia a importância dos acordos de leniência do Ministério Público Federal e mostra que “a Justiça é cada vez mais global”.

Após ter sido detido, Gribisish se declarou inocente, mas, a princípio, não comoveu o Departamento de Justiça norte-americano, que considera o risco de fuga do executivo “alto”.

Segundo informações do Estadão/Broadcast, o empresário orientou a esposa a dar imóveis como garantias de uma eventual fiança e a procurar os empresários Joesley e Wesley Batista, da JBS, à procura de ajuda. A dupla também é alvo constante das investigações da Lava Jato.