Ex-parceiros pedem falência da Gafisa

Osni Alves
Jornalista | osni.alves@euqueroinvestir.com

Crédito: Divulgação

Mais uma vez a Gafisa sofre tentativa de falência por parte de ex-parceiros comerciais. Desta vez a empresa foi interpelada pela Lobo Imobiliária Ltda que remeteu oficio à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da construtora, André Luis Ackermann, disse que, em tese, a Gafisa não foi citada no processo.

De acordo com o executivo, qualquer informação ou esclarecimento à CVM, acionistas e mercado será feita por meio dos autos quando a construtora for notificada. O pedido de insolvência por parte da imobiliária se deu há poucos dias.

A Ananda Metais e a gráfica Leograf foram outras ex-parceiras que, recentemente, fizeram a mesma movimentação contra a Grafisa. A construtora se diz confiante de que a Justiça não acatará os pedidos, visto a disparidade entre a dívida frente seu caixa.

Para se ter ideia, a gráfica cobra, pelas vias judiciais, pagamento de R$ 300 mil, mas a construtora tem R$ 137 milhões em reforço de caixa. Essa discrepância torna, em certa medida, desnecessária a falência ou recuperação judicial da Gafisa.

Segundo analistas, pode ocorrer o efeito manada, ou seja, quando algumas empresas recorrem ao tribunal simultaneamente para, assim, forçar um acordo.  Por meio da assessoria, a Gafisa se diz surpresa com os pedidos protocolados.

Tanure

Conhecido por investir em empresas em dificuldades, o empresário Nelson Tanure pode se associar à construtora. Isso se dá pouco tempo após o coreano Mu Hak You, da gestora GWI, deixar a Gafisa em situação ainda mais instável. Ele atuou como controlador da incorporadora.

Essa movimentação traz desconfiança. Por conta disto, a companhia tem amargado queda de 51,5% em suas ações.

Upcon

A Gafisa recebeu aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para adquirir a incorporadora Upcon, que atua em SP. A avaliação do Conselho foi de que a compra não irá prejudicar o mercado.

Boa parte da transação se deu por troca de ações. Neste ano, a meta de lançamentos combinados é superior a R$ 1 bilhão, com foco nos padrões médio e alto em São Paulo.