Europa urge por tributação internacional de gigantes tecnológicas no G20

Weslley Almerindo
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação/Facebook

De acordo com publicação da CNN deste sábado (22), os líderes do G20 na Arábia Saudita estão buscando uma “solução urgente” para a tributação digital internacional. Bruno Le Maire, ministro da Economia da França, afirma que as gigantes tecnológicas estão obtendo lucros em alguns estados sem pagar o nível devido de impostos, o que motiva a tributação internacional.

Grande embate entre países

Apesar do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, demonstrar-se favorável a uma tributação internacional, vários países europeus urgem pela medida o quanto antes.

“Você não pode ter, em uma economia global, diferentes sistemas tributários nacionais que conflitem entre si. Isso é ruim para cada país, ruim para as multinacionais, e simplesmente não funciona”, disse Mnuchin, ao lado dos ministros das Finanças da Arábia Saudita, Índia, Alemanha e França.

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Todavia, quem lidera os esforços para regular as principais empresas de tecnologia é a União Europeia, que não possui nenhuma indústria de tecnologia digna de nota.

“Nossos cidadãos não podem mais aceitar pagar o nível devido de impostos, enquanto as empresas mais importantes do mundo estão escapando dos impostos”, disse Le Maire.

Além disso, diversos países europeus como a França, Espanha, Áustria, Itália, Reino Unido e Hungria já possuem um plano para um imposto digital ou estão trabalhando em um.

Estados Unidos se vêem a frente de novos desafios 

O principal país que abarca as gigantes tecnológicas vem interrompendo o progresso da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) quanto à tributação, com mudanças de última hora exigidas por Washington.

Ainda assim, a OCDE procura estabelecer um nível efetivo de tributação das empresas globais e espera chegar a um acordo no início de julho, com o apoio do G20 até o final do ano.

Steven Mnuchin divide os problemas que vê em dois pilares.

O “primeiro pilar” da proposta da OCDE está relacionado ao redirecionamento de direitos tributários, que trata de questões como onde o imposto deve ser pago e com que base.

Já o “segundo pilar” se concentra em um mecanismo global que auxiliará a interromper a transferência de lucros. 

Dessa forma, será possível garantir que um nível mínimo de imposto seja pago pelas empresas multinacionais.

Mnuchin diz que “acha que todos querem fazer isso antes do final do ano” e afirma que “estão muito próximos de um consenso sobre o segundo pilar”.