Europa tem maioria para aprovar reembolso de passagens aéreas através de vouchers

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Unsplash

O setor aéreo é um dos mais atingidos em todo o mundo por causa da pandemia do novo coronavírus. A redução drástica e repentina de voos em todo o mundo gerou uma crise sem precedentes para as companhias aérea. Muitas fecharam, outras estão em sérias dificuldades, esperando ajuda dos governos. Na Europa, os países tentam uma solução.

Nesse cenário, a União Europeia corre para suspender regras que obrigam a empresas aéreas a devolver em dinheiro a compra de passagens que não foram realizadas em decorrência da pandemia.

A Reuters informa que Alemanha, Itália e Espanha “aderiram a um pedido de 12 governos da União Europeia para que o órgão executivo da UE suspenda as regras que obrigam as companhias aéreas afetadas pela crise a oferecer reembolso total em dinheiro por voos cancelados”. Querem permitir a emissão de vouchers equivalentes para serem resgatados pelos passageiros após a crise.

A informação foi passada pelo governo francês em comunicado, neste sábado (2). A Europa agora aguarda resposta.

Vouchers

A França e mais 11 estados-membros pediram que a Comissão Europeia suspenda tais regras e permitam que as empresas aéreas possam oferecer vouchers equivalentes, ao invés de dinheiro.

“Fico feliz que a grande maioria dos estados-membros esteja apoiando meu pedido de autorizar companhias aéreas e grupos marítimos a temporariamente usar vouchers em caso de cancelamento de viagens, a fim de aliviar suas reservas de dinheiro e ao mesmo tempo proteger os direitos dos passageiros a um reembolso”, disse o ministro do transporte francês Jean-Baptiste Djebbari, em comunicado.

Os vouchers, entretanto, só podem ser emitidos se os passageiros aceitarem.

Ajuda do governo

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), divulgou relatório informando que, por conta da crise gerada pela pandemia, as receitas globais de passageiros de companhias aéreas deverão cair US$ 314 bilhões em 2020, resultando em um declínio anual de 55%.

“A situação está se deteriorando. As companhias aéreas estão no modo de sobrevivência. elas enfrentam uma crise de liquidez com uma queima de caixa no valor de US$ 61 bilhões”, disse Conrad Clliford, vice-presidente regional da Ásia-Pacífico da IATA, em comunicado.

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No Brasil, para amenizar os efeitos da crise, o governo costura com bancos privados e com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), um socorro de até R$ 8 bilhões para as principais companhias brasileiras.

A IATA projeta que companhias aéreas poderão ter prejuízo líquido de cerca de R$ 202 bilhões entre abril e junho deste ano.

A Reuters lembra que “companhias aéreas da Europa, incluindo Lufthansa e Air France-KLM, buscaram resgates estatais conforme os bloqueios pelo coronavírus as forçaram a manter em solo suas frotas por mais de um mês, sem previsão de retorno”.

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