Europa segue estável, com crescimento moderado, aponta boletim

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Foto: Reprodução/Pixabay

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou nesta quinta-feira, 6, seu Boletim Econômico, com o balanço dos últimos dados sobre União Europeia e previsões futuras. Como afirmou a presidente do BCE, Christine Lagarde, a atuação do banco, que novamente manteve as taxas de juros inalteradas, está ficando cada vez mais limitada em um cenário de taxas de juros baixas e ambiente de inflação também baixa.

O levantamento confirma que a economia na zona do euro vem crescendo lentamente, de acordo com as expectativas. Mas que fatores globais pesam no desempenho da região. A guerra comercial entre Estados Unidos e China preocupa menos, depois de uma primeira rodada de definições, mas coronavírus e políticas protecionistas atrapalham o desempenho da região.

Confira os principais pontos do boletim.

Descubra novos caminhos para multiplicar seu patrimônio. Aprenda hoje a investir R$ 300 mil com os melhores desempenhos.

Previsões para o PIB mantidas

Na última rodada de decisões do BCE, realizada em janeiro, as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor privado para 2020 e 2021 foram revisadas apenas marginalmente.

O PIB real da área do euro continuou a crescer a um ritmo moderado no terceiro trimestre de 2019. A produção na área do euro aumentou 0,3%, em termos trimestrais, no terceiro trimestre de 2019, após um crescimento de 0,2% no segundo trimestre.

Mercado de trabalho

Os mercados de trabalho da área do euro permaneceram resilientes, com alguma moderação no crescimento. O emprego aumentou 0,1% no terceiro trimestre de 2019 em comparação com o trimestre anterior, abaixo do aumento de 0,2% observado no segundo trimestre e em linha com a moderação no crescimento do produto.

O emprego aumentou 25 trimestres consecutivos desde meados de 2013, com o número de pessoas empregadas aumentando em cerca de 11,4 milhões.

A produtividade horária aumentou 0,1%, trimestre contra trimestre, no terceiro trimestre de 2019, permanecendo inalterada em relação ao trimestre anterior.

Desemprego

A taxa de desemprego na área do euro situou-se em 7,5% em novembro de 2019, permanecendo praticamente inalterada em relação a junho de 2019. Os dados recentes continuam apontando para um crescimento positivo, mas moderado, do emprego.

Consumo

A previsão do consumo privado deve continuar a sustentar o crescimento na área do euro. Dados recentes sobre o volume de vendas no varejo e de automóveis apontam para um crescimento de consumo um pouco menor no quarto trimestre de 2019 em comparação com o trimestre anterior. No entanto, outros indicadores sustentam o quadro de uma dinâmica de consumo bastante robusta.

Confiança do consumidor

A confiança do consumidor, que começou a declinar no final de 2017, estabilizou-se e permaneceu bastante estável ao longo de 2019. Os últimos resultados sinalizam continuidade.

Inflação

A inflação aumentou para 1,3% em dezembro de 2019, ante 1% em novembro de 2019. Energia e alimentos puxaram o índice para cima.

Crédito

O crédito ao setor privado continuou sendo a principal fonte de crescimento monetário, seguido por entradas monetárias externas. A taxa de crescimento anual dos empréstimos ao setor privado ficou em 3,6% em novembro de 2019.