Europa: confiança do consumidor cai a -22 pontos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Comissão Europeia publicou nesta quarta-feira (22) uma prévia de seu Índice de Confiança do Consumidor relativo ao mês de abril.

O resultado é uma queda de confiança de 11,1 pontos na zona do euro e de 11,6 pontos na União Europeia.

Em março, o indicador registrava -11,6 pontos. Agora, registra -22,7. Na União Europeia, estava em -10,4 e, agora, está em -22 pontos.

Segundo o relatório da comissão, os valores baixos, explicados pela crise do coronavírus, são similares aos da recessão de 2009.

O índice de Confiança do Consumidor é calculado a partir de uma pesquisa com cerca de 2,3 mil consumidores em países da zona do euro. Eles avaliam suas perspectivas quanto ao futuro e as intenções de consumo.

Inflação recua no Reino Unido

Outro dado relevante que vem da Europa é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Reino Unido.

O indicador anualizado recuou de 1,7% em fevereiro para 1,5% em março. Ele foi divulgado nesta terça-feira pelo Office for National Statistics (ONS).

Analistas aguardavam 1,6% de inflação.

De acordo com o relatório publicado, a queda foi puxada pela baixa nos preços dos combustíveis e de vestuário.

A demanda de petróleo cai em todo o mundo, reduzindo o preço dos combustíveis. E o segmento de vestuário vem sentindo fortemente o recuo nas vendas devido às medidas de isolamento social para contenção do vírus.

De acordo com as últimas declarações das autoridades do Reino Unido, a reabertura de fábricas e comércio no país só deve ocorrer ao final de maio.

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, concedeu entrevista nesta quarta-feira ao Daily Mail. E afirmou que uma reabertura prematura do país teria efeitos mais graves à economia.

“Se fizermos a abertura e voltarmos para uma paralisação depois, isso prejudicaria muito gravemente a confiança das pessoas”, disse.