Eugene Fama: conheça o pai da hipótese do mercado eficiente

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Wikipedia

O economista Eugene Fama foi o vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2013, juntamente com Robert Schiller e Lars Peter Hansen. Os seus estudos contribuíram para a hipótese do mercado eficiente, que tenta identificar tendências para explicar a formação do preço dos ativos no mercado financeiro.

A seguir, saiba mais sobre o economista e sobre a sua famosa e polêmica teoria.

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Eugene Fama – origem e trajetória

Eugene Francis Fama nasceu em 1939 em Boston (EUA). Especializou-se em Finanças e Economia pela Universidade de Chicago, na qual, posteriormente, lecionou durante muitos anos. Além disso, Eugene também foi conselheiro de investimentos na Dimensional Funds Advisors.

Muito antes do Nobel, Eugene Fama já pesquisava sobre o comportamento dos preços das ações, abordando aspectos como risco e oscilações do mercado. Nesse sentido, pode-se dizer que o embrião da hipótese do mercado eficiente nasceu com seu doutorado. Isso porque, em 1965, foi publicada a tese The Behavior of Stock Market Prices (na tradução, “O Comportamento dos Preços de Ações).

A hipótese do mercado eficiente

Eugene Fama é considerado o pai da hipótese do mercado eficiente. Segundo a teoria, não é possível prever as oscilações nos preços dos ativos no curto prazo. Isso porque o mercado absorve rapidamente todas as informações importantes sobre os preços desses ativos.

Em outras palavras, é o mercado quem sempre precifica as ações, e faz isso de forma justa. Dessa forma, não existem ativos caros ou baratos, e sim corretamente precificados.

Em relação à hipótese do mercado eficiente, os níveis de eficiência podem ser classificados em três:

Eficiência fraca

A eficiência fraca defende que os preços dos ativos refletem todas as informações disponíveis no mercado. Nesse caso, não há como prever retornos futuros a partir do comportamento passado desses ativos. Ou seja, o retorno é independente do mercado.

Eficiência semiforte

Já esse conceito engloba os preceitos da eficiência fraca, e acrescenta ainda que os preços absorvem todas as novas informações. Ou seja, se o investidor deseja resultados acima da média, ele não terá isso com as informações públicas.

Eficiência forte

Por fim, a eficiência forte reúne os conceitos anteriores. Além disso, acrescenta que s preços também refletem as informações ainda não divulgadas sobre os ativos. Logo, nem com uma “informação privilegiada” se poderia conseguir retornos acima do mercado.

Limitações da hipótese do mercado eficiente

Apesar de premiada, a teoria desenvolvida por Eugene Fama dividiu opiniões desde o seu lançamento. Isso porque, segundo o economista, em termos de preços quem manda é o mercado, e nada se pode fazer em relação a isso. Logo, não faz nenhuma diferença uma gestão ativa (que busca superar um benchmark) de uma ativa (que simplesmente acompanha tendências).

Há quem concorde com a hipótese de Eugene Fama. Nesse sentido, era justamente isso o que defendia John Bogle, criador do primeiro fundo de índice do mercado financeiro, também conhecido como ETF. Bogle ainda foi além ao se declarar veementemente contrário a fundos de gestão ativa. Isso porque, na sua opinião, não traziam resultados que compensassem os custos com a gestão do investimento.

No entanto, sabe-se que é possível conseguir retornos superiores ao mercado. Caso contrário, o que explicaria o patrimônio bilionário de megainvestidores como Warren Buffet, George Soros e vários outros exemplos?

Uma das formas de se obter retornos acima do mercado é explorando a volatilidade do mercado. No artigo abaixo, entenda a importância da volatilidade nos investimentos.

 

 

 

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