EUA x China: consultores apostam que aumento de tarifas será reduzido ou adiado

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Twitter

Para especialistas consultados pela Reuters, o aumento de tarifas sobre os produtos chineses prometido por Donald Trump para dia 15 deverá ser reduzido ou adiado. Para eles, a guerra comercial entre EUA e China ainda não repercutiu fortemente no mercado americano, apenas no asiático. Mas isso deve mudar se avanços não forem conquistados.

O dólar manteve-se estável na segunda, 9, no mercado asiático, após subir 0,3% na sexta, 6, depois das notícias sobre animadoras sobre a economia americana – mais empregos (266 mil novas vagas nos EUA, bem acima da meta esperada) e taxa de desemprego nos menores índices. O dólar foi de 108,57 ienes para 108,92 ienes.

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Isso significa que os reflexos da guerra comercial entre EUA e China ainda não repercutiram no mercado americano. No entanto, tal cenário deve mudar se as tensões entre os dois países aumentarem e se Trump seguir em frente com o aumento de tarifas a partir de 15 de dezembro. Se a ideia for adiante, os EUA vão taxar US$ 156 bilhões em produtos chineses.

O mercado tem trabalhado amplamente com a suposição de que essas tarifas, que abrangem vários produtos de consumo, como celulares e brinquedos, serão reduzidas ou, pelo menos, adiadas, dado que Washington e Pequim concordaram em outubro em trabalhar em um acordo comercial.

“Os mercados estão sentindo que os dois lados querem evitar o colapso de suas negociações, a julgar por várias manchetes”, disse Kazushige Kaida, chefe de câmbio da State Street. “Portanto, o cenário é o dólar testar os níveis de 109 ienes”, afirma.

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