EUA ultrapassam Espanha e se tornam o segundo país em número de mortos pelo Covid-19

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Na quinta-feira (9), os Estados Unidos conseguiram mais uma trista estatística nessa pandemia do novo coronavírus: se tornaram o segundo país com mais mortos em decorrência do Covid-19, com 16.691. A Espanha, que estava nessa posição, tenta achatar sua curva e tinha 15.447 vítimas fatais. A Itália segue o país com mais mortos: 18.279, número do dia 9.

Desde o dia 1º de abril, o país norte-americano vem acumulando mais de mil mortes diárias, sendo que nos três últimos dias, ficou na faixa dos 1.900 falecimentos a cada 24 horas.

Os Estados Unidos são também o país com maior número de casos: 468.566, até o dia 9 de abril.

Só o estado de Nova York, com 161.504 casos confirmados, tem mais infectados do que a Espanha, que é a segunda nação mais atingida, com 157.022, dados já atualizados para o dia 10 de abril. Nova York tem 7.067 mortos.

Taxa de mortalidade

O mundo iniciou o dia 10 de abril com 1.619.937 infectados, sendo 97.056 vítimas fatais e 365.900 recuperados, o que dá 1.156.981 casos ativos ainda, incluindo 49.193 em estado crítico, em unidade de terapia intensiva (UTI).

A taxa de mortalidade é de 5,99%. Nos Estados Unidos, a taxa está em 3,56%. Na Espanha, é de 10,09%. E na Itália, 12,72%.

EUA testam mais

A diferença de casos confirmados nos Estados Unidos e, especialmente, em Nova York, pode vir do número maciço de testes realizados.

O país testa 7.181 pessoas a cada 1 milhão de habitantes, o que projeta 2,377 milhões de testes realizados. É o maior número de testes feitos em todo o mundo.

Mas a taxa de testes da Espanha também é alta: 7.593 pessoas por 1 milhão de habitantes, o que dá algo em torno de 355 mil testes realizados. Na Itália, com 60,36 milhões de habitantes, essa média é ainda maior: 14.114 a cada 1 milhão de pessoas, totalizando 853 mil provas clínicas realizadas.

O país que mais testa por 1 milhão de habitantes, porém, é a Alemanha, com 15.730.

Segundo o censo de 2019, o país tem 83,02 milhões de habitantes. O número total de testes é de 1,317 milhões.

Renda diminuiu com a pandemia

Uma pesquisa da Fundação Peter G. Peterson e do jornal Financial Times mostra que 73% dos norte-americanos relataram piora na saúde financeira de suas famílias com a crise do novo coronavírus.

O alerta piora quando 48% dizem que não teriam renda nenhuma se fossem obrigados a parar de trabalhar na crise ou por conta de uma doença.

Segundo informa o jornal Folha de São Paulo, “os números mostram impacto desde famílias que ganham mais de US$ 100 mil por ano até as que ganham menos de US$ 50 mil anuais. No primeiro grupo, 71% relatam abalo na renda, sendo que 19% dizem que isso aconteceu de maneira muito significativa. Entre os mais pobres, 74% afirmam que sentiram a queda – 29% alegando que a baixa se deu de maneira bastante significativa”.

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