EUA ultrapassam 30 milhões de desempregados com crise

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (30) que novos 3,839 milhões de pedidos de seguro-desemprego foram feitos no país na semana finalizada em 25 de abril.

A expectativa dos analistas era por 3,5 milhões de pedidos.

Com isso, o acumulado desde o início das medidas restritivas para conter o coronavírus, que contabilizam seis semanas, é de 30,307 milhões de desempregados.

Nas últimas seis semanas, os pedidos de seguro-desemprego foram os seguintes, conforme data de divulgação pelo Departamento de Trabalho:

  • 30/4: 3,839 milhões
  • 23/4: 4,442 milhões
  • 16/4: 5,237 milhões
  • 9/4: 6,615 milhões
  • 2/4: 6,867 milhões
  • 26/3: 3,307 milhões

Vale notar que, apesar do avanço constante, as reivindicações vêm caindo desde que chegaram ao recorde de 6,87 milhões na semana de 28 de março.

Os dados da semana passada (divulgados em 23 de abril) foram revistos para cima. A leitura inicial era de 4,427 milhões – agora é de 4,442 milhões. Isto significa que, de uma semana para a outra, houve redução de 603 mil novos pedidos.

O total de mais de 30 milhões de desempregados ultrapassa em muito os 22.442 milhões de postos de trabalho gerados nos Estados Unidos desde novembro de 2009, quando o país começou a se recuperar da crise do subprime (chamada de Grande Recessão).

Antes da crise decorrente do coronavírus, o recorde nos pedidos de seguro-desemprego tinha ocorrido em 1982, com 650 mil reivindicações.

A epidemia também pôs fim a um ciclo de mais de 10 anos de expansão do mercado de trabalho nos EUA.

Imagem parcial do problema

Segundo estudo da consultoria McKinsey & Co., os dados sobre mais de 30 milhões de desempregados não refletem completamente a realidade.

Pelos cálculos dos analistas, este número deve ser em torno de 57 milhões. Isto porque os pedidos iniciais de seguro-desemprego captam a realidade de uma parcela mais vulnerável da sociedade. Mas o desemprego tem avançado em todas as classes, inclusive na dos trabalhadores com salários mais altos.