EUA se preparam para pandemia de coronavírus

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Pixabay

Profissionais de saúde dos Estados Unidos não se debruçam mais sobre a hipótese de o vírus chegar ao país, mas, sim, sobre como minimizar a proliferação da doença. “Não é questão de se – é questão de quando”, afirmou Amesh Adalja, pesquisador sênior do Centro de Segurança da Saúde da Universidade Johns Hopkins e porta-voz da Sociedade de Doenças Infecciosas da América, em entrevista para a Bloomberg.

Com 11 casos diagnosticados até agora, os EUA planejam colocar em quarentena em bases militares da Califórnia, do Texas e de Nebraska mais de mil americanos evacuados de Wuhan, na China. Para algumas localidades, já se providenciam instalações médicas e até hotéis que serão usados para isolar as pessoas em observação.

“Esta é uma situação sem precedentes e estamos tomando medidas agressivas”, disse Nancy Messonnier, diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês). “Estamos nos preparando como se essa fosse a próxima pandemia”, completou. Esta semana, autoridades chinesas acusaram os EUA de espalhar pânico sobre o coronavírus.

O CDC desenvolveu um novo teste que permite que amostras colhidas de pacientes sejam testadas localmente, ao invés de enviadas para a sede do CDC em Atlanta, o que economiza tempo de transporte e resultado. O teste foi liberado para uso pela Food and Drug Administration (FDA) na terça-feira, 4.