EUA: preços ao consumidor vêm acima das projeções

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos Estados Unidos teve variação mensal de 0,6% em junho, acima do esperado de 0,5%. Em maio, o resultado foi de -0,1%.

Na análise anual, a variação foi também de 0,6% em junho, em linha com a expectativa do mercado.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14), pelo Bureau of Labor Statistics.

Núcleo dos preços ao consumidor também acima da projeção

O núcleo do IPC, que calcula a inflação de todos os produtos com exceção de alimentos e combustíveis, ficou em 0,2% na análise mensal – a projeção era 0,1%. Este foi o primeiro aumento mensal do núcleo do IPC desde fevereiro.

Na análise anual, a alta foi de 1,2% – a expectativa era por 1,1%.

Gasolina puxa inflação

A alta na inflação é explicada principalmente pelo avanço do preço da gasolina, que subiu acentuadamente em junho, após quedas recentes devido à crise gerada pela pandemia de coronavírus.

O índice de energia aumentou 5,1% em junho, enquanto o índice de gasolina subiu 12,3%.

O índice de alimentos subiu 0,6% no mês, sendo que alimentos para consumo em domicílio teve alta de 0,7%. Alimentos para consumo fora de casa subiram 0,5%.

Os índices de vestuário (1,7%), moradia (0,1%) e assistência médica (0,5%) também aumentaram em junho, enquanto os índices de carros e caminhões usados (-1,2%), recreação (-0,6%) e comunicação (-0,3%) tiveram queda.

O item alimentação aumentou 4,5% nos últimos 12 meses, com destaque para alimentos para consumo doméstico, que subiram 5,6%.

Apesar do aumento em junho, o índice de energia caiu 12,6% nos últimos 12 meses.

preços ao consumidor EUA

Reprodução/BLS