EUA: Powell afirma que recuperação será lenta e bolsas reagem

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).
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Crédito: Federal Reserve Board Chairman Jerome Powell has been under pressure from President Trump to cut interest rates.

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira (13) que a crise atual é a pior desde a Grande Depressão e que a recuperação pode ser lenta.

Powell também explicou que a principal preocupação é “não perder o controle da crise”.

Dessa forma, o cenário apresentado por Powell fez as bolsas de NY e Ibovespa caírem.

Os índices de NY abriram mistos, com Nasdaq em alta, mas vão ampliando as perdas: Dow Jones -1,07%, S&P 500 -0,85%, Nasdaq -0,39%.

O Ibovespa interrompeu a escalada de recuperação e agora sobe 0,62%, aos 78.351,75 pontos.

A Grande Depressão

De acordo com Powell, os legisladores terão de criar “armas adicionais” para tirar os EUA do “lodo econômico”.

Embora não tenha especificado quais novas ações deverão ser feitas, o presidente do Fed insinuou que a resposta deve vir mais forte pelo lado do Congresso.

Contudo, Powell reforçou que todos os instrumentos disponíveis serão utilizados, porém, a “recuperação só será sustentável quando o vírus for controlado”.

O presidente do Fed também afirmou que a pandemia já custou 20 milhões de empregos e causou “um nível de dor difícil de capturar em palavras”.

Taxas de juros negativas

Powell afirmou que o Fed não está considerando uma taxa de juros negativa.

“A visão do comitê sobre taxas negativas realmente não mudou. Não estamos vendo isso”, disse Powell.

Pacote Democrata

Por conta deste cenário, os Democratas divulgaram um novo projeto de alívio de US$ 3 trilhões.

Todavia, caso seja aprovado, enfrentará oposição no Senado. A proposta dos Democratas deve ser votada nesta sexta-feira (16).