O PMI, Índice dos Gerentes de Compras, dos Estados Unidos (EUA), na leitura de agosto caiu para 55,1 pontos ante 59,9 pontos do mês anterior. Porém, o resultado é considerado em linha com as projeções de mercado. A estimativa era que o índice chegasse a 55,2 pontos.
Já o PMI Composto, caiu para 55,4 pontos contra 59,9 pontos do mês passado. Contribuiu para a redução, o fechamento mais lento de negócios registrado no mês de agosto.
De acordo com o IHS Markit, com relação aos Serviços, os dados de agosto sinalizaram forte aumento de novos pedidos. Porém, a taxa desacelerou para o ritmo mais lento desde agosto do ano passado.
Apesar das empresas terem registrado um aumento nos gastos dos clientes, muitos sugeriram que a demanda diminuiu de forma acentuada.
EUA: falta de mão de obra e suprimentos complicam cenário
Chris Williamson, economista-chefe de negócios da IHS Markit, avaliou que o desempenho no setor de Serviços desacelerou de forma acentuada, ao lado do industrial. Isto porque o setor relatou um esfriamento na demanda e encontrou problemas maiores com relação à mão de obra e suprimentos.
Ele avaliou que o crescimento do emprego quase estagnou em agosto. Além disso, os prazos de entrega estão se alongando a uma taxa quase recorde.
Com isso, o cenário de escassez está comprometendo a recuperação. Inevitavelmente, podem ocorrer preços mais elevados, acompanhando a elevação de custos dos insumos.
Para o próximo ano, o economista calcula que apesar de tudo, há otimismo com relação às expectativas de negócios. Mas as preocupações com a variante Delta foram refletidas nos resultados do segundo trimestre.






