Novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA somam 2,438 milhões

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira (21) o total de novos pedidos de seguro-desemprego feitos no país. Foram 2,438 milhões de novas reivindicações. O resultado veio em linha com a projeção do mercado, que era de 2,4 milhões.

Com o resultado, o montante de desemprego gerado pela crise do coronavírus ultrapassa 38,5 milhões.

seguro-desemprego

Os dados da semana passada foram revisados em 294 mil, indo de 2,981 milhões para 2,687 milhões.

A média móvel de quatro semanas foi de 3,042 milhões, com redução de 501 mil pedidos em relação à semana anterior. A média da semana anterior foi revisada em 73,5 mil, indo de 3,616 milhões para 3,543 milhões.

Apesar de bastante alto, o número de novos pedidos vem caindo semana a semana. Confira como foram os pedidos de auxílio desde o início da crise.

  • 21/5: 2,438 milhões
  • 14/5: 2,687 milhões
  • 7/5: 3,176 milhões
  • 30/4: 3,846 milhões
  • 23/4: 4,442 milhões
  • 16/4: 5,237 milhões
  • 9/4: 6,615 milhões
  • 2/4: 6,867 milhões
  • 26/3: 3,307 milhões

Powell prevê de 20% a 25% de desemprego

De acordo com o Bureau of Labor Statistics, a última folha de pagamentos (payroll) oficial dos EUA, divulgada no dia 8 de maio, contabilizou 20,5 milhões de vagas a menos em abril (excluídas as vagas agrícolas que não entram na soma).

A taxa de desemprego subiu para 14,7%. Isto representa um aumento de 10,3 pontos porcentuais em relação a março.

Mas, nas projeções de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o desemprego pode chegar a um pico de 20% a 25%. Este nível não é alcançado desde a década de 1930.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa do Fed é de queda de 20% a 30% no primeiro trimestre.

O Goldman Sachs também prevê que o desemprego deve bater os 25%, com retomada bastante lenta da atividade econômica. A previsão é de taxa de desemprego se mantenha próxima a 10% até o final do ano.

Antes da crise, em fevereiro, o desemprego alcançava um mínimo histórico de 3,5%.

Uma década de recuperação perdida

O número de desempregados pelo coronavírus ultrapassa em muito os 22,442 milhões de postos de trabalho gerados nos EUA desde a retomada pós-Grande Recessão (crise do subprime de 2008).

Ou seja, o Covid-19 pôs fim a mais de uma década de recuperação do nível de emprego nos EUA. Antes da crise atual, o recorde nos pedidos de seguro-desemprego tinha ocorrido em 1982, com 650 mil reivindicações.

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