EUA: Câmara aprova mais um pacote de Biden, de educação, saúde e contra mudanças climáticas

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou o pacote de gastos de US$ 1,75 trilhões em educação, saúde e contra mudanças climáticas do presidente norte-americano, Joe Biden, denominado Build Back Better Act.

Os republicanos se colocaram contra a proposta, acreditando que ela trará mais inflação e, consequentemente, uma redução no ritmo de crescimento. Ainda assim, o pacote obteve 220 votos a favor, dois a mais do que o necessário para aprovação. Foram 213 votos contrários. Apenas um democrata, Jared Golden, do Maine, votou contra o projeto.

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A proposta segue agora para o Senado, onde os democratas têm maioria.

O líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, disse que pretende aprovar o projeto antes do Natal – mas ele terá que voltar à Câmara caso seja alterado. Por fim, segue para sanção do presidente.

Dentre outras medidas, o pacote prevê:

  • Pré-escola universal para todas as crianças de 3 e 4 anos. Além de ajudar milhões de crianças a se prepararem melhor para a escola, o benefício permitiria aos pais de crianças pequenas retornarem ao mercado de trabalho mais cedo.
  • Limitar os custos com creche em 7% da renda para pais que ganham até 250% da renda média de um estado.- 4 semanas de licença parental, licença médica ou assistência médica remunerada federal.
  • Novos benefícios aos beneficiários do Medicare, incluindo cobertura para um novo aparelho auditivo a cada cinco anos aos que precisarem.- Um limite de US$ 35 por mês no custo da insulina sob o Medicare e um teto para os custos diretos de medicamentos prescritos em US $ 2 mil por ano.
  • US$ 500 bilhões para combater a mudança climática, principalmente por meio de créditos fiscais de energia limpa.
  • Aumento do limite de dedução do Imposto Estadual e Local de US$ 10 mil para US$ 80 mil.