EUA oferecem ajuda ao Irã para combater epidemia do Covid-19

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Ebrahim Noroozi / AP

Os EUA se ofereceram para colaborar com o governo iraniano no combate à epidemia de Covid-19, como é chamado o novo coronavírus. O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse na sexta-feira (28) que o país persa não está preparado para responder ao surto.

No Irã, já são 978 casos confirmados. Até o vice-presidente foi infectado. São, até o dia 1º de março, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 54 mortos no país, incluindo um membro do parlamento.

Mohammad Ali Ramazani Dastak, eleito em 2020, foi testado positivo poucos dias atrás.

Os números crescem de maneira assustadora no Irã.

Ajuda ao inimigo

Estados Unidos e Irã protagonizaram um conflito tenso e preocupante no começo de 2020. No dia 2 de janeiro, uma ofensiva militar dos Estados Unidos em Bagdá provocou a morte do general iraniano Qassem Soleimani e aumentou a já enorme tensão existente entre os dois países.

Qassem Soleimani era o principal nome da Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária, e figura muito próxima do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Sua morte desencadeou uma série de acontecimentos que beiraram um conflito de grandes proporções.

Mas parece que a potência norte-americana resolveu esquecer um pouco o atrito. Pompeo disse que o Irã não tem uma estrutura de saúde sólida. O país é submetido a uma série de sanções econômicas impostas pelos próprios EUA, dificultando seu desenvolvimento.

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Por conta do conflito, o governo norte-americano impôs sanções econômicas adicionais como retaliação pelo ataque feito contra bases do exército no Iraque. O ataque já havia sido uma resposta à morte de Soleimani e aconteceu cinco dias depois.

O Irã ainda não respondeu se aceita a oferta dos EUA.

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