EUA: IPP sobe 0,4% em maio, depois de queda histórica de abril

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice de Preços ao Produtor (IPP ou PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos apresentou alta de 0,4% em maio, ante -1,3% em abril. A mediana projetada pelo mercado era de queda de 0,1%.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Bureau of Labor Statistics.

No mês passado, o IPP teve sua maior baixa histórica – o indicador começou a ser calculado em dezembro de 2009.

Em base não ajustada sazonalmente, o índice diminuiu 0,8% nos 12 meses encerrados em maio. A projeção era por -1,20%.

O núcleo do IPP, que exclui alimentos e combustíveis, ficou em -0,1%, como esperava o mercado.

IPP

Entenda o índice

O Índice de Preços ao Produtor aponta a variação de preços recebidos pelos produtores nacionais de bens e serviços. Ele é calculado a partir da perspectiva do vendedor.

Índice de Preços ao Consumidor

Ontem, o escritório de estatísticas do Departamento de Trabalho dos EUA divulgou o Índice de Preços ao consumidor (IPC ou CPI na sigla em inglês). O indicador teve deflação de 0,1% em maio, puxado pela queda no preço da gasolina.

Esta foi a terceira leitura consecutiva de retração. Em abril, o IPC caiu 0,8% em abril, o maior declínio desde dezembro de 2008. Nos 12 meses até maio, o IPC subiu 0,1%.

O núcleo do IPC, que exclui os preços de alimentos e energia, teve queda de 0,1% e alta de 1,2% na base anual, em comparação com uma queda de 0,4% no mês anterior.

IPC