EUA: Tendência de Emprego despenca 48 pontos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Mais um indicador aponta queda brusca no mercado de trabalho dos EUA. O Índice de Tendência de Emprego do Conference Board, divulgado nesta segunda-feira (6), teve uma queda histórica em decorrência da crise do coronavírus.

O índice agora é de 60,39, ante 109,27 (número revisto para cima) em fevereiro. O índice caiu 45% em relação ao ano anterior.

“O Índice de Tendência de Emprego despencou em março, especialmente em decorrência dos pedidos de auxílio-desemprego”, disse Gad Levanon, chefe do Instituto de Mercados de Trabalho do Conference Board.

“Esse período de declínio é historicamente grave, mas também pode ser historicamente curto”, avalia em relatório. “O cenário mais provável é que, dentro de alguns meses, os trabalhadores não-essenciais retornem ao trabalho. Embora muitos empregadores continuarão a demitir após esse período, essas perdas de emprego serão mais do que compensadas pelos milhões que voltarão a trabalhar nas empresas reabertas. No entanto, é provável que o número total de trabalhadores permaneça bem abaixo dos níveis anteriores à Covid-19 pelo restante do ano, e a taxa de desemprego permanecerá em dois dígitos depois de atingir 15% em maio”.

A queda de março foi impulsionada principalmente pela explosão de novos pedidos de seguros-desemprego: pelo menos 10 milhões de pessoas deram entrada no benefício nas duas últimas semanas.

O Índice de Tendência de Emprego dos EUA agrega oito indicadores do mercado de trabalho e é publicado sempre na segunda-feira do mês posterior à divulgação do payroll (folha de pagamento) do Departamento de Trabalho dos EUA. Na última divulgação da folha de pagamentos, na sexta-feira (3), o país havia perdido 701 mil postos de trabalho.