EUA Índice de Preços do Produtor aumenta 0,5% em setembro

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.
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O Índice de Preços do Produtor (IPP) dos EUA aumentou 0,5% em setembro, sazonalmente ajustado, informou nesta quinta-feira (14) o US Bureau of Labor Statistics, do Departamento de Trabalho americano. A estimativa do mercado apontava para uma alta um pouco superior, de 0,6%.

Em agosto, a alta foi de 0,7% e em julho, de 1%.

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Segundo o relatório, em uma base não ajustada, o indicador subiu 8,6% nos 12 meses encerrados em setembro.

Ontem, foi divulgada a inflação ao consumidor, que avançou 0,4%, ante expectativa de 0,3%.

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Índice de Preços do Produtor: bens de consumo lideram alta

Ainda de acordo com o relatório, quase 80% do aumento de setembro no índice se deve ao aumento nos preços dos bens de consumo final.

Sendo que 40% do avanço de base ampla pode ser atribuído a um salto de 2,8% nos preços da energia.

“Liderando o avanço do índice de bens de consumo final, os preços da gasolina subiram 3,9%. Os índices para carne de bovino, energia elétrica residencial, vegetais frescos e secos, combustíveis gasosos, e os produtos químicos orgânicos básicos primários também subiram”, indicou o relatório.

E acrescentou: “em contraste, os preços das resinas plásticas e materiais diminuíram 3,9%. Os índices do milho e dos combustíveis residuais também caíram.”.

O núcleo do IPP, que exclui alimentos e energia subiu 0,2% no mês e 6,8% na comparação anual.

Serviços de demanda final

Os preços dos serviços de demanda final subiram 0,2% em setembro, o nono avanço consecutivo. Liderando a alta em setembro, o índice de demanda final do comércio os serviços aumentaram 0,9%.

Já os preços dos serviços de demanda final menos comércio, transporte e armazenamento avançaram 0,2%. Por outro lado, o índice de demanda final de serviços de transporte e armazenagem caiu 4,0%.

“Mais de dois terços do aumento de setembro nos preços dos serviços de demanda final pode ser atribuídas às margens para o varejo de combustíveis e lubrificantes, que aumentaram 11,6%”, destacou o relatório.

E disse mais: “Os índices para atacado de máquinas e equipamentos, atendimento hospitalar, automóveis e peças automotivas varejo, gerenciamento de portfólio e transporte de carga por caminhão também subiram. Em contraste, os preços para serviços de passageiros de companhias aéreas caíram 16,9%.”

Os índices para saúde, beleza e produtos ópticos e para serviços de acesso de telecomunicações com fios em pacote também diminuíram.

Demanda intermediária por tipo de mercadoria

Dentro da demanda intermediária em setembro, os preços dos produtos processados ​​subiram 1,3%, o índice de produtos não processados ​​aumentou 2,4% e os preços dos serviços aumentaram 0,5%.

No índice de bens processados ​​para intermediários a demanda avançou 1,3% em setembro, depois de subir 1,0% em agosto. Sessenta por cento do aumento de base ampla em setembro pode ser atribuído aos preços de materiais processados, menos alimentos e energia, que subiu 1,1%.

Os índices para bens energéticos processados ​​e para bens processados alimentos e rações aumentaram 2,0% e 1,9%, respectivamente.

Para os 12 meses terminados em setembro, preços de bens processados ​​para demanda intermediária avançaram 23,9 por cento, o maior aumento de 12 meses desde o salto de 26,3% em janeiro de 1975.

Preços de bens não processados

O relatório mostra ainda que para os preços de bens não processados ​​para intermediários a demanda cresceu 2,4% em setembro, o maior avanço desde uma alta de 2,7% em junho.

Liderando o aumento de setembro, o índice de materiais energéticos não processados ​​subiu 8,5%.

Os preços de alimentos não processados ​​e rações aumentaram 0,1%. Em contraste, o índice para os materiais não alimentícios não processados ​​menos energia diminuíram 3,5%.

Para os 12 meses terminados em setembro, os preços de produtos não processados ​​aumentaram 45,9%.