EUA: indicadores registram quedas no setor de serviços

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Dois indicadores apontaram nesta sexta-feira (3) quedas significativas no setor de serviços dos Estados Unidos: O PMI e o ISM Serviços.

O índice dos gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) composto dos Estados Unidos recuou 8,7 pontos em março. Ele foi de 49,6 em fevereiro para 40,9.

O resultado foi puxado, principalmente, pelo setor de serviços, que caiu de 49,4 pontos para 39,8. A previsão do mercado era de recuo de 39,1. Pontuações abaixo de 50 indicam retração da atividade econômica.

A divulgação foi feita pelo instituto IHS Markit.

Na quarta-feira (1) já havia sido divulgado o resultado do PMI industrial, que caiu de 50,7 em fevereiro para 48,5 pontos. O resultado composto vem da junção da indústria com serviços.

“A atividade comercial nos EUA caiu para seu pior registro em dez anos”, afirma Chris Williamson, economista-chefe da IHS Markit.

“Negócios não essenciais estão sendo forçados a fechar, alguns estão indo à falência. E os bloqueios etsão levando a uma redução considerável no gasto do consumidor”, explica.

“O emprego e os preços cobrados por bens e serviços já estão sendo cortados a taxas não vistas desde 2009. As empresas estão buscando reduzir seus custos para não colapsar as receitas”.

A previsão da IHS Markit é que o PIB dos EUA contraia 5,5% em 2020.

ISM Serviços

Outro indicador divulgado nesta sexta-feira foi o Índice de Atividade Não-Industrial do Institute of Supply Management (ISM). O índice caiu para 52,5 no mês passado, ante 57,3 registrado em fevereiro.

“Os entrevistados estão preocupados com o impacto do coronavírus na cadeia de suprimentos, na capacidade operacional, nos recursos humanos e nas finanças, bem como as implicações para a economia em geral”, disse Anthony Nieves, presidente do Institute for Supply Management, em comunicado.